Um avião de pequeno porte caiu na manhã desta quinta-feira (20/2), na zona rural de Bonito, município no nordeste do Pará. De acordo com as autoridades, a aeronave transportava uma carga com cerca de 30 kg de cocaína e era ocupada por dois homens que seriam naturais da Bolívia. Ninguém morreu. Os suspeitos foram detidos pela Polícia Civil e Militar.
As informações policiais são de que o núcleo de inteligência do Comando de Policiamento Regional VII (CPR VII) já realizava o monitoramento da aeronave, que iria pousar no Município de Bonito. Conforme a polícia, o avião iria pousar na área conhecida como Travessão L, na zona rural, área de plantações e pouco movimentada. A apuração, ainda segundo as autoridades, aponta que os suspeitos pretendiam desembarcar a droga no local.
Conforme a polícia, no momento em que o avião caiu, os suspeitos estavam realizando a manobra para pousar e teriam avistado as guarnições. Os homens tentaram decolar novamente, mas colidiram com uma árvore e a aeronave caiu. Após a interceptação, os policiais encontraram a carga com 30 tabletes de substância semelhante à cocaína. Os suspeitos, que estavam feridos devido ao acidente, foram conduzidos até o Hospital Regional para atendimento médico.
Em nota, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão central do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER), informou que o evento envolvendo uma aeronave no município de Bonito (PA), nesta quinta-feira (20/02), não será investigada pelo SIPAER.
“Os trabalhos desenvolvidos pelo Centro têm como objetivo único a prevenção de acidentes, conforme prevê o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) e o Anexo 13 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional, de 1944, da qual o Brasil é signatário. É importante salientar que as investigações conduzidas pelo Cenipa não têm o propósito de atribuir culpa ou responsabilidade, tampouco se dispõem a comprovar qualquer causa provável de um acidente. Mas indicam possíveis fatores contribuintes que permitem elucidar eventuais questões técnicas relacionadas à ocorrência aeronáutica”, informaram.
O órgão ainda esclareceu que o Sipaer poderá decidir pela não instauração ou pela interrupção das investigações em andamento, caso a situação seja de aeronaves envolvidas em atos ilícitos dolosos relacionados à sinistro ou quando a investigação não contribuir para a prevenção de novos incidentes ou acidentes aeronáuticos.
A Redação solicitou mais informações sobre o caso para as polícias Civil e Militar, e não teve retorno.
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