O julgamento do tatuador William Araújo Souza, acusado de matar Flávia Alves Bezerra em abril de 2024, foi remarcado para o próximo mês de novembro, no Fórum da Comarca de Marabá. O júri popular havia sido cancelado no último dia 7 de agosto, quando a advogada do réu, Cristina Longo, deixou o plenário alegando cerceamento de defesa e criticando a fala de abertura da juíza Alessandra Rocha sobre feminicídio.
Nesta terça-feira (2), a advogada confirmou ao portal Correio de Carajás que reassumiu o caso. Disse também que pedirá o desaforamento do julgamento, para que ocorra em outra comarca que não seja em Marabá.
Flávia desapareceu na madrugada de 15 de abril de 2024, após sair de um bar no Núcleo Nova Marabá. Ela foi vista pela última vez entrando no carro de William, colega de profissão. O corpo da jovem foi localizado em 25 de abril, enterrado em uma cova rasa na zona rural entre Jacundá e Nova Ipixuna.
De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a vítima morreu por estrangulamento. A investigação também apontou que o crime ocorreu dentro do carro do acusado.
William responde por homicídio qualificado, feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Já sua esposa, Deidyelle de Oliveira Alves, é ré por ocultação de cadáver e fraude, mas está em liberdade desde maio de 2024.
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