Aberto ao público no último sábado (4), o Museu das Amazônias tem encantado quem passa pelo Porto Futuro, em Belém. Em apenas dois dias de funcionamento, mais de 6,5 mil pessoas visitaram o espaço, confirmando o entusiasmo e a aprovação da população paraense com o novo equipamento museológico entregue pelo Governo do Pará.
Logo nas primeiras horas, famílias inteiras se reuniam em frente ao Armazém 4A, ansiosas para conhecer o museu. O espaço também recebeu seus primeiros grupos escolares, entre eles os estudantes da Escola Sebastião Oliveira, de Cachoeira do Piriá, no nordeste paraense.
Diante de uma das fotografias expostas, a jovem Pâmela Souza se emocionou. “Eu diria que ela (foto) é igual lá no Gurupi, um lugar de paz, com as árvores e o rio. Eu consegui imaginar que poderia até ter um barquinho passando aqui com as pessoas”, comentou, encantada. Para a estudante, a visita teve um significado especial: “É a primeira vez que a escola promove uma viagem assim para longe”, celebrou.
Exposições inaugurais - O público pôde visitar as duas exposições em cartaz: "Amazônia", do fotógrafo Sebastião Salgado, que reúne imagens captadas em expedições pela região, num mergulho visual de um dos maiores fotógrafos brasileiros sobre a grandiosidade e a força dos povos originários; e "Ajurí", mostra coletiva criada pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) especialmente para a inauguração.
A palavra ajurí, de origem nheengatu, designa o trabalho coletivo e inspira a proposta curatorial da exposição, que promove uma travessia entre arte, ciência e saberes tradicionais, reunindo artistas, pesquisadores e comunidades amazônicas em instalações, vídeos e peças interativas. A mostra funciona como uma prévia da exposição permanente, atualmente em fase de construção.
Para a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal, o sucesso dos primeiros dias demonstra o quanto a população se reconhece no projeto. “O Museu das Amazônias é um ajurí de saberes, um espaço construído com escuta e colaboração. Ele reafirma que a Amazônia não é apenas um território de floresta, mas também de urbanidades, inteligência, tecnologia, arte e afeto. Ver esse retorno tão forte do público mostra que o museu já cumpre sua missão de colocar a Amazônia no centro das soluções globais e do orgulho regional”, destacou.
Legado da COP30 - Com entrada gratuita até fevereiro de 2026, o Museu das Amazônias compõe o conjunto de obras realizadas pelo Governo do Pará que ficará como legado da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) à capital paraense. O espaço tem como missão valorizar a cultura, a ciência e a tecnologia das Amazônias, celebrando a diversidade e a criatividade da região.
O museu conta com dois grandes espaços expositivos, de 950 m² e 500 m², além de loja, sala multiuso e sala educativa de 77 m². O equipamento integra o Sistema Integrado de Museus e Memórias (SIMM/Secult) e está sendo implementado pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi.
Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pela plataforma Sympla, neste endereço, ou diretamente na bilheteria do museu. Mais informações sobre o funcionamento estão disponíveis no perfil oficial no Instagram: @museudasamazonias.
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