O interior do Amazonas foi palco de um episódio que chocou até os próprios agentes de segurança pública. Um caso envolvendo um policial civil e detentos sob custódia levantou sérias discussões sobre conduta, abuso de poder e os limites da autoridade dentro das instituições policiais.
A situação, ocorrida na cidade de Santa Isabel do Rio Negro, expôs uma grave violação ética e moral dentro de uma unidade pública. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, um investigador da Polícia Civil é acusado de obrigar cinco presos a manter relações sexuais com ele dentro de uma cela da 76ª Delegacia Interativa de Polícia.
O episódio teria ocorrido após o servidor chegar embriagado ao local, armado e sob forte alteração de comportamento. Durante a confusão, os detentos conseguiram desarmar o policial e, no dia seguinte, procuraram o chefe de polícia da cidade para relatar o caso e entregar a arma, confirmando a denúncia.
A partir daí, o caso foi comunicado à Corregedoria da Polícia Civil do Amazonas, que instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e afastou o agente de suas funções enquanto a apuração segue em sigilo.
Os presos envolvidos já foram ouvidos e mantiveram a mesma versão dos fatos, reforçando as acusações de coerção sexual. O investigador, por sua vez, ainda não prestou depoimento oficial, mas poderá responder por abuso de autoridade, crime sexual e improbidade administrativa.
Em nota, a Polícia Civil do Amazonas confirmou que o procedimento foi encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública e destacou que a instituição “não compactua com práticas incompatíveis com a função pública”.
O caso, que teria ocorrido durante um plantão noturno, segue em investigação e promete ter desdobramentos tanto na esfera administrativa quanto criminal, um episódio que reacende o debate sobre a responsabilidade e o controle disciplinar dentro das forças de segurança.
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