Uma das figuras de destaque da linha de frente do Comando Vermelho (CV), com os apelidos “Penélope” e “Japinha”, foi morta durante uma grande operação das forças de segurança nos complexos do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro. A vítima teria sido atingida por um disparo de fuzil que atingiu o rosto, deixando-a desfigurada.
Segundo relatos de moradores, a mulher morreu após resistir à abordagem policial e abrir fogo contra os agentes. Vestida com equipamento tático e camuflado (o que evidenciava atuação operacional), ela estava posicionada num dos acessos principais da comunidade, onde seu corpo foi encontrado ao término do confronto.
A operação, classificada como a mais letal já realizada no estado, reuniu cerca de 2,5 mil agentes de diferentes corpos, entre Polícia Civil, Polícia Militar e unidades especializadas, com o objetivo de desarticular a estrutura logística e o domínio territorial da facção. Houve cerca de 130 mortos, entre eles quatro policiais.
Moradores nas áreas da Grota, Fazendinha e Vila Cruzeiro relataram uma madrugada de intenso tiroteio, sobrevoos de helicóptero e veículos blindados passando por vielas. Apesar do cerco, parte dos criminosos conseguiu escapar por túneis e passagens improvisadas entre casas e muros.
Fontes indicam que Penélope tinha papel de confiança na facção, atuando na proteção de rotas de fuga e no comando de locais estratégicos para venda de drogas.
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