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Brasil CASO C4 GYM

Donos de academia são indiciados após mulher morrer intoxicada

Juliana Bassetto, de 27 anos, morreu após inalar vapores de cloro na piscina de academia sem alvará; outras sete pessoas foram intoxicadas.

12/02/2026 06h47
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
A Polícia Civil de São Paulo pediu indiciamento dos donos da C4 Gym após morte de professora por intoxicação na piscina. | Divulgação/PCSP
A Polícia Civil de São Paulo pediu indiciamento dos donos da C4 Gym após morte de professora por intoxicação na piscina. | Divulgação/PCSP

O que deveria ser sinônimo de saúde e bem-estar terminou em tragédia e investigação policial. Em um ambiente destinado à prática de exercícios físicos, o risco invisível de vapores químicos transformou uma rotina comum em luto e apreensão para familiares e frequentadores.

A Polícia Civil de São Paulo solicitou o indiciamento dos proprietários da academia C4 Gym, onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após sofrer intoxicação ao utilizar a piscina da unidade, localizada na zona leste da capital. Outras sete pessoas, entre elas o marido da vítima, também foram intoxicadas.

Os empresários prestaram depoimento na noite desta quarta-feira (11) e foram liberados. As autoridades continuam investigando as circunstâncias do caso.

De acordo com a apuração policial, um funcionário da academia teria preparado uma mistura de cloro para aplicação na piscina. Embora o produto não tenha sido despejado na água naquele momento, o recipiente com a substância foi deixado próximo aos frequentadores, que acabaram inalando os vapores químicos.

Juliana passou mal rapidamente, apresentando problemas respiratórios. Ela foi socorrida e levada a um hospital, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. O marido da professora também foi intoxicado e permanece internado em estado grave. Outras seis pessoas apresentaram sintomas compatíveis com intoxicação.

FUNCIONÁRIO SEM ESPECIALIZAÇÃO

Ainda segundo a polícia, o funcionário responsável pela preparação do produto não é piscineiro, e a academia não possui alvará de funcionamento.

O Ministério Público de São Paulo também acompanha o caso e busca verificar se outras unidades da rede C4 Gym estão devidamente regularizadas. As investigações seguem para esclarecer responsabilidades e eventuais falhas na segurança do estabelecimento.

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