A modernização dos serviços públicos no Brasil avança com novas exigências para identificação dos cidadãos. Em meio a esse processo, o governo federal decidiu estender o prazo para que a população regularize seus dados biométricos, etapa considerada essencial para garantir segurança no acesso a programas sociais.
A atualização foi oficializada por meio de portaria publicada nesta semana, que estabelece um novo período para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Agora, quem ainda não possui registro biométrico poderá realizar o procedimento gratuitamente até o fim de dezembro de 2026.
A coleta inclui digitais e reconhecimento facial, formando uma base de dados unificada que busca evitar fraudes e assegurar que os benefícios sejam destinados corretamente aos seus titulares. O novo documento também passa a ter um número único em todo o país e pode ser utilizado tanto em versão física quanto digital.
Enquanto a transição não é concluída, o governo permitirá o uso de registros biométricos já existentes, como os vinculados ao título de eleitor, à habilitação ou ao passaporte. Esses cadastros continuarão válidos temporariamente, desde que tenham sido feitos dentro do prazo estipulado.
A mudança também estabelece um marco futuro: a partir de 2028, somente a biometria vinculada à nova carteira de identidade será aceita para concessão e manutenção de benefícios sociais. Até lá, os órgãos responsáveis deverão orientar os cidadãos sobre como realizar o procedimento e atualizar seus dados.
Para emitir a CIN, o interessado deve agendar atendimento no estado onde reside e comparecer ao posto indicado com documentos básicos, como certidão de nascimento ou casamento. A primeira via impressa não tem custo.
Com a medida, o governo busca padronizar o sistema de identificação e ampliar o controle sobre políticas públicas, ao mesmo tempo em que dá mais tempo para que a população se adapte às novas exigências.
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