Equipes do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), que atuam na Base Integrada Fluvial Candiru, apreenderam, na tarde desta quarta-feira (13), quase 80 quilos de substância análoga a oxi durante fiscalização em uma embarcação que saiu de Manaus (AM) com destino ao município de Santarém, no oeste do Pará.
A apreensão ocorreu durante abordagens de rotina realizadas pelas forças de segurança que atuam na Base Candiru, localizada na Região de Integração do Baixo Amazonas. Após desconfiarem da atitude de dois homens, os agentes utilizaram a cadela farejadora Ísis, que indicou o local onde o entorpecente estava escondido.
Para tentar burlar a fiscalização, os suspeitos acondicionaram a droga em cilindros metálicos vedados com solda. Foi necessário o uso de uma serra para abrir os recipientes e retirar o material ilícito.
A carga apreendida estava dividida em quatro pacotes e foi encaminhada, junto com os dois suspeitos, para a Delegacia de Polícia Civil de Juruti, onde o caso foi registrado em flagrante. O material passará por perícia para confirmação oficial da substância e da quantidade exata apreendida. Os detidos permanecem à disposição da Justiça.
Segurança reforçada nos rios do Pará
O Governo do Pará vem intensificando as ações de segurança pública na malha fluvial do Estado por meio das Bases Integradas Fluviais. Atualmente, três unidades estão em funcionamento: a Base Antônio Lemos, em Breves, entregue em 2022; a Base Candiru, em Óbidos, entregue em 2024; e a Base Baixo Tocantins, em Abaetetuba, entregue em março de 2026.
Desde a implantação das estruturas até meados de abril deste ano, as operações já resultaram na apreensão de mais de 6,7 toneladas de drogas.
O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, coronel PM Ed-Lin Anselmo, destacou a importância estratégica das bases no combate ao tráfico de drogas nos rios paraenses.
“O trabalho não para. Seguiremos intensificando as ações de enfrentamento à criminalidade para garantir mais segurança à população paraense e impedir que qualquer tipo de droga chegue ao seu destino final”, afirmou.
As bases fluviais atuam de forma integrada no monitoramento das principais rotas utilizadas por organizações criminosas para o transporte de drogas e outros ilícitos. As ações reúnem equipes das polícias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros Militar, Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), além de servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e da Receita Federal.
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