A ex-primeira-dama de Ourilândia do Norte, Icicléia Alves Veloso, conhecida como Leia Veloso, morreu na tarde desta quinta-feira (4) após não resistir aos ferimentos causados por disparos de arma de fogo efetuados pelo ex-marido, o vereador e ex-prefeito do município, Romildo Veloso e Silva. O ataque ocorreu na quarta-feira (3), durante uma reunião para formalização do divórcio do casal.
A confirmação da morte foi feita pela equipe médica do Hospital Regional da PA-279. Segundo a unidade de saúde, Icicléia sofreu um grave traumatismo cranioencefálico provocado pelos tiros e permaneceu internada em estado crítico até o óbito.
Com a morte da vítima, a Polícia Civil do Pará passou a tratar oficialmente o caso como feminicídio. As investigações apontam que o crime aconteceu em um escritório de advocacia da cidade, onde o ex-casal participava de uma reunião para tratar da divisão de bens e da assinatura dos documentos de separação.
De acordo com relatos de testemunhas, Romildo Veloso demonstrava insatisfação com o fim do relacionamento, encerrado há cerca de três meses. Antes dos disparos, ele teria pedido para conversar a sós com a ex-esposa na sala de reuniões.
Segundo as investigações, após a saída do advogado do local, o vereador permaneceu sozinho com Icicléia por cerca de dois minutos. Em seguida, fingiu que iria ao banheiro, retornou por trás da vítima e efetuou um disparo na região da nuca. Logo depois, entrou novamente no banheiro, onde foi ouvido um segundo tiro.
Após o atentado, policiais militares encontraram Icicléia ainda com sinais vitais e prestaram os primeiros socorros. Ela foi encaminhada inicialmente para uma unidade municipal de saúde e, posteriormente, transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da PA-279. Apesar dos esforços da equipe médica, a vítima entrou em coma profundo e teve o quadro considerado irreversível.
À RBATV, o delegado Elionai Jesus revelou que uma segunda arma de fogo foi localizada durante a remoção do corpo do ex-prefeito, reforçando a hipótese de premeditação.
“Quando foi remover o corpo, encontramos mais uma arma de fogo. Ou seja, ele estava de posse de duas armas. Uma foi utilizada no crime e a outra estava completamente carregada. Ele estava premeditado mesmo a fazer isso”, afirmou o delegado.
Ainda segundo a autoridade policial, o advogado responsável pela reunião confirmou que Romildo pediu para permanecer sozinho com a ex-esposa e que a própria vítima concordou com o pedido por acreditar que os dois precisavam conversar antes da assinatura dos documentos.
A Prefeitura de Ourilândia do Norte divulgou uma nota de pesar lamentando a morte de Icicléia Alves Veloso e decretou luto oficial de três dias no município. Léia Veloso deixa três filhos. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do caso.
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