Weverson Huge Ribeiro da Silva, preso provisoriamente na manhã desta quarta-feira (8) pela morte da recepcionista Marli Pereira, funcionária do Grupo Correio de Comunicação, permaneceu em silêncio durante a tomada de depoimento conduzida pela delegada Eliene Carla de Lima, do Departamento de Homicídios.
Dois dias após o assassinato, ocorrido entre os dias 9 e 10 de março, ele havia se apresentado à Polícia Civil acompanhado de dois advogados. Na ocasião, também ficou em silêncio e foi liberado em seguida.
Agora, após passar por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e se recusar a falar mais uma vez, Weverson foi transferido para a Central de Custódia Provisória de Marabá.
No âmbito da Operação Chronos, a Polícia Civil cumpriu contra ele um mandado de prisão preventiva e outros dois de busca e apreensão criminal. As ordens judiciais foram executadas em um endereço na Avenida Getúlio Vargas, no Bairro Vila Canaã, conhecido como ‘Vila do Rato’, e em outro na Rua Silvino Santis, no Bairro Santa Rosa. Os dois setores estão localizados no Núcleo Marabá Pioneira.
Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. De acordo com a investigação policial e como já informado pelo Correio de Carajás, Marli foi vista pela última vez em 9 de março na companhia de Weverson. No dia seguinte, 10 de março, o corpo dela foi encontrado parcialmente submerso nas águas do Rio Tauarizinho, nas imediações do Bairro Cidade Jardim.
A Polícia Civil informou que a ação foi batizada de “Operação Chronos” em referência ao tempo, “simbolizando a persistência e a dedicação empregadas ao longo de uma investigação complexa e minuciosa”.
Na mitologia grega, lembra o órgão, Chronos representa a passagem do tempo, elemento que a Polícia Civil afirma ter sido determinante para o esclarecimento dos fatos e para a responsabilização do investigado.
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