A Justiça decretou a prisão preventiva de Olívia Alves Coelho de Moraes, ex-sogra de Gabrielle Souza Mota, e de Tanielton Taveira da Silva, investigados pelo suposto envolvimento no assassinato dos irmãos Gabrielle Souza Mota e Andrey Pereira Mota, em Canaã dos Carajás. Os dois são considerados foragidos, pois não foram localizados durante o cumprimento dos mandados de prisão realizados pela Polícia Civil.
As ordens judiciais integram um novo desdobramento das investigações conduzidas pela 16ª Superintendência Regional de Carajás e pela Delegacia de Homicídios de Parauapebas. Na mesma operação, também foram presos preventivamente Andressa Coelho de Sousa Ferreira e Maycon de Sousa Ferreira Coelho, após a conclusão de um laudo de comparação microbalística apontar que o revólver apreendido na residência do casal foi a mesma arma utilizada na execução dos irmãos.
A decisão foi proferida pela Vara Criminal de Canaã dos Carajás, que também autorizou mandados de busca e apreensão e a quebra do sigilo de dados telemáticos de aparelhos eletrônicos apreendidos durante as investigações.
Segundo a Polícia Civil e a decisão judicial, Olívia Alves Coelho de Moraes é investigada como suposta articuladora intelectual e financeira do crime, enquanto Tanielton Taveira da Silva teria fornecido as armas e munições utilizadas na ação criminosa. Ambos tiveram as prisões preventivas decretadas, mas permanecem foragidos.
O caso, até então sem solução, vinha causando angústia à família das vítimas. Em entrevista concedida à jornalista Theiza Oliveira, do CORREIO, Celma Mota, mãe de Gabrielle e madrasta de Andrey, chegou a demonstrar preocupação com a possibilidade de o crime ser esquecido. “Eu só quero justiça. Já se passaram dois anos e continuo sem resposta. Tenho medo de que o caso seja arquivado”, desabafou à época.
Na noite do crime, após o encerramento de um show na ExpoCanaã, as vítimas deixaram o local acompanhadas de uma amiga. Gabrielle conduzia um Volkswagen Polo branco, com Andrey no banco do passageiro e a testemunha no banco traseiro.
Segundo o relato da sobrevivente, um homem se aproximou do veículo e anunciou um assalto, exigindo celulares e a chave do carro. Mesmo após as vítimas obedecerem, o criminoso atirou na cabeça de Gabrielle e, em seguida, disparou contra Andrey a curta distância. Após os tiros, o autor fugiu na garupa de uma motocicleta escura, levando os pertences das vítimas.
A perícia confirmou que os disparos foram feitos com um revólver calibre .38. Também foi constatado que os pneus do lado do motorista estavam esvaziados, o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido premeditado. Quinze dias antes do ataque, a família já havia sido ameaçada, quando Celma recebeu uma mensagem anônima via WhatsApp direcionada à filha. Durante as investigações, o aparelho utilizado foi localizado, mas, por se tratar de um telefone de uso coletivo em uma assistência técnica, não foi possível identificar o autor à época.
Com a prisão da suspeita, a Polícia Civil afirma que o caso entra em uma fase mais avançada. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos investigados.
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