“A vida pede equilíbrio" é o tema da 9ª campanha nacional Janeiro Branco, promovida pelo Ministério da Saúde, que enfatiza os cuidados com a saúde mental. A pandemia de Covid-19 aumentou os casos de ansiedade, depressão e bipolaridade no planeta, aponta um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). No ambiente carcerário, o problema é constante e atinge muitos internos.
Com base nessa constatação, a Diretoria de Atendimento Biopsicossocial (DAB), da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), realizou em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), na quinta-feira (26) e nesta sexta (27), ações em duas unidades penais – Centro de Reeducação Feminino (CRF) e Central de Triagem Metropolitana II (CTM II) - para orientar, discutir e multiplicar informações sobre prevenção e sintomas que afetam a saúde mental. A ação conta com o apoio de profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua (Sesau).

Mulher trans custodiada há sete anos, Tainá vivencia a realidade de uma pessoa LGBTQIA+ no ambiente carcerário. Ela e outras internas nessa condição sofrem com surtos provocados pela ansiedade. “Dentro do cárcere, a luta não é contra ninguém; é contra mim mesma, contra as minhas vontades e desejos. Mas ainda assim encontro forças para apoiar outras pessoas”, contou.
A custodiada garante que o apoio das equipes do atendimento médico, em especial os psicólogos e assistentes sociais, e também dos demais profissionais da segurança, é o diferencial na rotina prisional. Apesar do sofrimento, Tainá vê a possibilidade de uma nova vida, com direito a sonhos e esperança. “Aqui eu aprendi a possibilidade de um novo começo, de uma nova vida, a ter esperanças de um dia sair e seguir com minha vida. Sem esse apoio, seria muito difícil”, afirmou a interna.
Conhecimento- Segundo a psicóloga Rosilene Reale, do Centro de Atenção Psicossocial 3 (CAPS 3), em Ananindeua, a prevenção às doenças que afetam o equilíbrio mental requer conhecimento sobre transtorno e seus sintomas, para que a pessoa possa procurar ajuda. “A gente percebe na fala a debilidade emocional de cada um. A gente sabe que é um momento difícil que eles passam, mas quando se fala já ajuda muito na questão do tratamento, e ajuda os profissionais a darem uma atenção melhor”, explicou.
A psicóloga afirmou que, mesmo no cárcere, é possível buscar equilíbrio. Com o conhecimento, disse a profissional, o paciente tem como reagir, ter esperança de que é possível manter a saúde mental. “Ainda há muito preconceito na questão da ajuda, em falar o que se sente e mostrar essa debilidade emocional. Isso é geral. Mas aqui é ainda pior por várias razões, por se sentirem tolhidos ou reclusos. O fato de terem falado ajuda muito os profissionais e técnicos a fornecerem esse apoio”, assegurou a psicóloga.
A assistente social Miriam Rodrigues, coordenadora de Saúde Prisional em Ananindeua, informou que a Sesau trabalha todas as campanhas temáticas do calendário anual. “Hoje estamos realizando essa ação do Janeiro Branco. Ontem realizamos no CRF, e hoje aqui no CTM II. É uma ação muito importante. Uma vez encarcerados, cumprindo a privação de liberdade, é importante ouvi-los sobre seus problemas”, acrescentou.
Além de assistirem à palestra e relatarem suas experiências, os 19 internos selecionados para a ação participaram de ginástica laboral.
Texto: Márcio Sousa – Ascom/Seap
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