Presente fisicamente em todos os 144 municípios do Pará e no cotidiano de lotes, sítios e fazendas, em pequenos e médios agronegócios, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) humaniza políticas públicas e ajuda homens, mulheres, famílias e comunidades inteiras a concretizar sonhos, em jornadas individuais e coletivas de superação.

“A Emater não é o governo de forma cartesiana: digamos que seja uma expressão do governo com sentimento. O que o técnico da Emater cria com o agricultor é uma relação de confiança e amizade e isso propicia a troca de conhecimento, a difusão de tecnologias e a adesão à pertinência dos projetos”, afirma o técnico agrícola Paulo Henrique Santos, chefe do escritório local de Bannach, na região do Araguaia.
Evolução -Um desses beneficiários é Donizeth Costa, de 40 anos, assentado da reforma agrária de Bannach, para quem a Emater representa mais do que a atuação do Governo do Estado, significa “uma mão amiga, quando nenhuma outra se estende”, emociona-se.
São cerca de 15 anos de atendimento direto em cerca de 200 hectares de pecuária dentro do assentamento federal Jacira II (Sítio Boa Esperança) e na Região das Muriçocas (Sítio Muriçoca), áreas nas quais funciona o Laticínio Paraíso: a infraestrutura compreende 400 cabeças de gado cruzado (raças nelore, simental e suíça), 500 litros de leite por dia, 18 toneladas de muçarela especial por mês e uma folha de pagamento próxima de R$ 500 mil.
Com a sucessão de quatro contratos de crédito rural do Banco do Brasil (BB) que juntos somam mais de R$ 400 mil, repasse intermediado pela Emater, e mais inovações e adaptações no sistema, tais quais ordenha mecânica e diversificação de potenciais, o agricultor evoluiu de uma situação de pobreza para o status de patrimônio milionário.
“O início é difícil, comecei de baixo, com bastante dificuldade financeira, e a continuidade não deixa nunca de ser difícil porque empreender representa burocracias de alto custo, documentação, escoamento, circulação. É fundamental a parceria do Governo do Estado para que consigamos”, destaca.
Na tradição de agricultura familiar, toda a família converge: a esposa Lucélia Silva, 37, e os filhos Pedro Henrique, 21, Mateus, 19, Ana Carolina, 18, e Ana Beatriz, 14, compartilham o gerenciamento, as dinâmicas de produção, o marketing e as vendas.
Para Souza, um sonho realizado impulsiona novos sonhos maiores: “Agora é pensar em franquear uma rede de lojas com nossos produtos em nível de Cooperativa mesmo, já que estamos ampliando com variedades como o parmesão e a manteiga; fortalecer multimarcas da região e orientar meus filhos na herança de gestão”, articula.
Rede de apoio -O presidente da Emater, Joniel Abreu, acredita que é viável reforçar a visão sobre o agricultor familiar no cenário do agronegócio e na perspectiva de que a Emater faz parte de uma rede de apoio motivadora e protetora da agricultura familiar: “O agricultor é, sim, um empresário, e temos que pensar nas atividades rurais como empreendimentos”, considera.
O gestor analisa que, na integração das políticas públicas, o resultado não é assistencialista, e sim, social: “É preciso pensar em faturamento, em lucro, em contabilidade, em insumos e investimentos porque isso repercute na sustentabilidade dos negócios e, ainda, no abastecimento das cidades e no giro da roda de socioeconomia”, explica.
Texto:Aline Miranda/Ascom Emater
VIADAGEM DEMAIS Papa Francisco se desculpa por criticar "viadagem" de padres
CASO SAMARCO Mineradoras propõem mais R$ 90 bi para reparar danos
Geral Acumulada novamente, Mega-Sena terá prêmio de R$ 100 milhões
Geral TV 3.0 será viabilizada com união do setor, diz presidente da EBC
MEIO AMBIENTE ... Polícia resgata animais silvestres mantidos como atração em São Caetano de Odivelas
Geral PF desarticula grupo por fraude contra Caixa e prefeitura no Paraná Mín. 22° Máx. 34°
Mín. 21° Máx. 31°
Chuvas esparsasMín. 21° Máx. 31°
Chuvas esparsas