O Projeto Trilhas Compartilhadas, da Fundação Cultural do Pará (FCP), prossegue com a participação da especialista em Ginecologia Natural Amazônica Danielle Chaves, em uma conversa sobre maternidade. A programação será no auditório da Casa das Artes, em Belém, na próxima sexta-feira (26), as 19 h. O objetivo é abordar as experimentações em Arte Materna na cultura tradicional das parteiras e a ritualística feminina.
O auditório tem capacidade para 70 pessoas, e será palco da temática alusiva ao mês dedicado às mães. Daniele Chaves apresentará um trabalho construído em laboratório coletivo, a partir de dois momentos: pesquisa poética do silêncio em dança e pintura meditativa e o experimento prático por meio da voz nas expressões do canto e no ritual com ervas amazônicas.
A ritualística feminina integra o encontro com duas pesquisadoras
A pesquisadora disse que idealizou o projeto durante a pandemia de Covid-19, em seu período de pós-parto em 2020. “Atravessada por angústias puerperais, passei a experimentar em mim performances artísticas como ponto de reencontro de dores antigas do meu processo de retomada indígena em curas maternas, que há muito a sociedade patriarcal tentou apagar das minhas ancestrais, pela colonização e sequestro”, informou.
A proposta da pesquisadora se aplicaria a mulheres artistas, parteiras, doulas e educadoras perinatais, como ferramentas de assistência no ciclo da gestação-parto-puerpério. As demais fases do projeto tratam sobre “Menarca, dignidade menstrual” e “Menopausa”. Essa é a segunda fase de um projeto artístico maior, denominado "Mulher Cíclica", no qual Danielle desenvolve performances e experimentações de memórias coletivas com mulheres e pessoas com útero.
Para ela, a importância do seu trabalho está na apresentação da arte como forma de cura, além de ser um convite para a experimentação dos “ciclos de poder da natureza feminina", como menarca, puerpério e menopausa. Ela acredita que isso é possível por meio do “sensível, das tecnologias leves, da humanização e da reparação histórica simbólica e social com as pessoas com útero, mulheres indígenas e amazônidas".
Maternidade na Arte- O evento também vai contar com a presença de Idanise Hamoy, doutora em Artes. A historiadora da Arte, da Universidade Federal do Pará (UFPA), dará contribuições sobre a Maternidade na Arte, a partir de imagens que discutirão o papel da mulher como artista invisibilizada na maioria dos movimentos artísticos e como representação com temáticas religiosas, mitológicas, alegóricas e em cenas do cotidiano.
“A história e crítica da arte estão sempre questionando as categorias e modos de representação, e sendo estes a materialização de ideias e conceitos, o tema da ‘maternidade’ nos permite discutir sobre os múltiplos papéis que a mulher desenvolve, e de que maneira esses papéis foram invisibilizados ou enaltecidos em consonância com a tradição ocidental”, contou Idanise Hamoy.
Ela se dedica especialmente ao estudo da iconografia sacra e leitura de imagem, e disse que vê esse estudo como uma forma de ler e interpretar o mundo a partir de múltiplos olhares, que vêm de vários campos de conhecimento pelos quais transita: arquitetura, arte, artesanato, antropologia e processos de musealização e preservação do patrimônio artístico.
Serviço: Projeto Trilhas Compartilhadas “Arte e Maternidade”, com Daniele Chaves e Idanise Hamoy. Sexta-feira (26/05), as 19 h, no auditório da Casa das Artes – Rua Dom Alberto Gaudêncio Ramos, 236, bairro Nazaré, ao lado da Basílica Santuário de Nazaré, Belém.
Texto: Álvaro Frota – Ascom/FCP
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