Há mais de 50 anos, o dia 05 de junho é dedicado à reflexão sobre a importância do meio ambiente e à idealização de estratégias e medidas que garantam a preservação dos recursos naturais. No Pará, um dos órgãos do Estado responsáveis por garantir a continuidade das espécies da fauna e da flora é o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio).
Com o objetivo de dar visibilidade às ações e, principalmente, conscientizar a sociedade para práticas mais sustentáveis, o Ideflor-Bio instalou no galpão 3 da Estação das Docas, em Belém, uma grande exposição sensorial-educativa. No local, o público conhece projetos como os Sistemas Agroflorestais (SAFs), que garantem a recuperação de áreas alteradas e a geração de renda para agricultores familiares.
Alunos da Ufra mostraram pesquisas sobre fauna, solos e flora amazônica
Além desse trabalho, quem passou pela exposição também conheceu em detalhes o Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas na Região Metropolitana de Belém, executado pelo Ideflor-Bio em parceria com a Fundação Lymington. Acadêmicos da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) expuseram pesquisas científicas sobre fauna, solos da região e diversidade de espécies da flora amazônica.
O público ainda teve oportunidade de conhecer em vídeos as 27 Unidades de Conservação (UCs) gerenciadas pelo Ideflor-Bio. Essas áreas somam 21.036.398,55 hectares, o que representa 16,88% do território paraense, maior que alguns estados brasileiros, e até vários países. Desse total, 11 possuem categoria de Proteção Integral, com 5.533.759,54 hectares, ou 4,44% do território paraense, equivalente à área do Estado do Rio de Janeiro.
A diretora de Gestão de Florestas Públicas de Produção do Ideflor-Bio, Gracialda Ferreira, destacou que o meio ambiente é essencial para a manutenção da vida no planeta, por ser resultado das relações entre todos os elementos. “Faz mais de 50 anos que essa data foi criada para lembrarmos da importância que é compreender que tudo que está dentro do planeta tem o mesmo nível de importância. Nesse momento em que a gente alcançou um nível de alteração do clima, dos recursos naturais por conta das ações do homem, é mais uma oportunidade para refletirmos sobre isso”, disse a gestora.
Nilson Pinto: pequenos gestos geram impactos positivosComportamento proativo- O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, ressaltou que o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data que surgiu da necessidade de conscientização sobre os interesses do planeta na sua própria preservação. “Em 1972, quando se fez a conferência da (Organização das Nações Unidas) ONU sobre o meio ambiente em Estocolmo, na Suécia, se instituiu que o dia 05 de junho seria dedicado à causa, justamente pelo aumento da preocupação da sociedade com a exaustão dos bens naturais que estavam à disposição, pela necessidade de se promover a reciclagem e o uso de bens renováveis, e se ter um comportamento proativo em defesa do ambiente, pensando nas gerações futuras”, informou.
O titular do Ideflor-Bio também falou sobre a decisão da ONU, que escolheu a capital paraense como sede da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. “O fato de nós termos sido escolhidos, depois de um trabalho muito intenso do governador Helder Barbalho, como sede da COP-30 em 2025 revela a importância dos esforços já realizados, mas também da Amazônia. Ela é um chamariz, que foi muito bem utilizado, e as pessoas vêm do mundo inteiro para cá. Dezenas de milhares de pessoas virão daqui a dois anos, e é importante que nós usemos este 05 de Junho para refletirmos sobre a necessidade de nos preparamos para esse megaevento, cuidando do meio ambiente”, frisou.
Nilson Pinto disse, ainda, que com pequenos gestos é possível gerar impactos positivos na natureza. “É importante que a relação da nossa população seja mais ativa, saudável, para que nós possamos dar um exemplo ao mundo. Este é um dia dedicado à reflexão, e nós esperamos que os paraenses, que a população da nossa capital e de todo o Brasil, reflita, e que essa ação leve a uma mudança de comportamento. Nós precisamos mudar, pelo bem de todos, pelo bem da humanidade e pelo bem das futuras gerações”, concluiu.
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