Diversos segmentos envolvidos com um modelo de sustentabilidade socioeconômica baseada na Bioeconomia e baixa emissão de carbono participaram, na tarde desta segunda-feira (05), no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, em Belém, de painéis de debates realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Os debates fizeram parte da programação Junho Verde, promovida pelo Governo do Pará em comemoração ao mês do meio ambiente, sob a coordenação da Semas.
Os debates abordaram vários temas, como educação ambiental, gestão de resíduos, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e Cadastro Rural Ambiental (CAR).
Autoridades e representantes de diversos segmentos participaram do evento na Estação das Docas
Um dos painéis teve a participação de lideranças de comunidades quilombolas do Pará, que compartilharam suas experiências na adesão ao Cadastro Rural Ambiental (CAR) coletivo e a outras políticas públicas do governo do Estado voltadas à defesa dos Povos e Comunidades Tradicionais (PCT).
Os painéis integram a programação do Governo do Pará em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho. Em fevereiro deste ano, o governo publicou a Lei Estadual nº 9.856, instituindo o "Junho Verde", para enfatizar a importância dos ecossistemas naturais, dos seres vivos e do combate à poluição e à degradação da natureza, estimulando o conhecimento e a preservação da biodiversidade.
Além dos painéis de debates, o evento apresentou atrações culturais, exposições e o espaço sensorial “Nossa Amazônia”. "Foi um momento único, porque a gente compartilha as vivências não só na implementação de uma política de caráter social enorme, mas também o que a gente vivencia junto às comunidades, porque está dando resultado. Acho que o grande momento hoje foi esse. Foi muito importante o relato das comunidades", disse o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, acrescentando que "vamos apoiar as comunidades no planejamento do uso e ocupação dos territórios, e apoiar as comunidades que queiram desenvolver esse pós-CAR".
"Para nós, é muito importante que as comunidades tradicionais, quilombolas, extrativistas possam ser inseridas em políticas públicas mais associadas à agenda do clima. A gente tem feito este primeiro trabalho para promover a adesão a políticas que estão na vivência do dia a dia, como crédito rural e aposentadoria rural. Mas a gente quer também apoiar as comunidades que queiram planejar este desenvolvimento territorial. O pós-CAR se refere a uma fase que a gente vai lançar em breve, e dar continuidade aos outros CARs coletivos, tanto com extrativistas marinhos e extrativistas de diversas regiões do Pará, e também com os quilombolas de outras regiões", informou Rodolpho Zahluth Bastos.
Secretário Mauro O’de AlmeidaDiálogo- Vanuza Cardoso, líder quilombola do Território Abacatal, em Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém, defendeu a execução permanente de políticas públicas voltadas à defesa dos povos e comunidades tradicionais. "Nosso território, enquanto corpo político, precisa estar nestes espaços, para que a gente possa defender e ajudar a construir ferramentas que vão trazer uma segurança ambiental e territorial para nossas comunidades e as futuras gerações", disse Vanuza Cardoso.
Douglas Sena, quilombola da Comunidade Arapucu e assessor da Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu), destacou a importância da constante realização de debates entre a sociedade e o poder público. "É importante quando a gente tem essa fala de dentro pra fora, e não apenas de cima pra baixo. Precisamos escutar sempre as falas das comunidades tradicionais quilombolas. É sempre muito importante manter todos os canais de muita escuta e de conversa, principalmente sobre terra e território", explicou.
"Quando a gente pratica o respeito e o culto as nossas ancestralidade e saberes, estamos falando de direito ao território", ressaltou Ursula Vidal, titular da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).
Tião Santos, representante do Movimento Somos Catadores do Rio de Janeiro (Mesc), destacou o diálogo promovido pelo Governo do Pará. "Esta experiência foi muito importante pra gente aprender a realidade da região amazônica. Como pensar a Amazônia de uma forma sustentável, de uma forma coletiva, e que possa garantir o bem-estar de todos. Podemos sempre colaborar como cidadãos, e que haja mais eventos como esse pra que a troca de experiências e a sabedoria possam ser pluralizadas", reiterou.
Baixo carbono- Camila Miranda, coordenadora do Programa Municípios Verdes, desenvolvido pela Semas, debateu o desenvolvimento socioeconômico baseado em baixa emissão de carbono, destacando a importância dos aspectos culturais e políticos no desenvolvimento da Bioeconomia no Estado. "É um momento muito importante pra gente falar sobre a Amazônia na Amazônia, e entre amazônidas. É um momento de criticar coisas impostas de cima pra baixo. O desenvolvimento sustentável tem outras dimensões, como a dimensão cultural, por isso a secretária Ursula está aqui, além da dimensão política. A gente quer mostrar a Amazônia real, pra gente sair deste imaginário e entrar na real dimensão da realidade da nossa região", frisou a coordenadora.
A Campanha Junho Verde é promovida pelo Estado em parceria com escolas, universidades, empresas públicas e privadas, igrejas e entidades da sociedade civil, desenvolvendo ações voltadas à divulgação de informações sobre conservação do meio ambiente e maneiras de participação ativa da sociedade para sua salvaguarda; fomento à conservação e ao uso de espaços públicos urbanos, por meio de atividades culturais e de educação ambiental; estimular o conhecimento e a preservação da biodiversidade brasileira, e o plantio e uso de espécies nativas em áreas urbanas e rurais; sensibilizar acerca da redução do consumo e do reuso de materiais, e capacitação sobre segregação de resíduos sólidos e reciclagem.
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