A Petrobras pediu autorização ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para fazer testes de exploração de petróleo e gás em uma área a 500 km da foz do rio Amazonas. O pedido foi negado, mas a empresa fez um novo pedido, que está sendo analisado pelo Ibama. O Ministério de Minas e Energia afirma que a exploração petrolífera na Margem Equatorial é essencial para manter a autossuficiência energética brasileira, que teria tendência de queda a partir de 2029. Já o Ibama afirma que é preciso que a viabilidade ambiental do empreendimento seja comprovada.
Além da distância na superfície, a perfuração do primeiro poço está prevista para ocorrer a cerca de 2.880m de profundidade de lâmina d’água. Segundo a Petrobras, a Margem Equatorial detém importante potencial para exploração de petróleo, o que seria justificado por descobertas recentes, feitas por outras empresas, em regiões próximas a essa fronteira (nas regiões da Guiana, Guiana Francesa e Suriname).
Em fevereiro deste ano, uma equipe da Semas fez uma visita técnica nas áreas externas e internas do Navio Sonda de Perfuração Marítima NS-42, situado em águas profundas do litoral norte do Brasil. Apesar das autorizações para a empresa dar início às atividades de perfuração constituírem competência do Ibama, a Semas acompanha o processo e foi responsável pelo licenciamento do Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna (CDR), estrutura de apoio exigida pelo Ibama para a realização de simulado das atividades de perfuração marítima.
Apesar de não ser de competência da Semas a análise técnica da viabilidade exploratória da Margem Equatorial, a Secretaria pode se pronunciar a respeito da necessidade do estado garantir recursos que poderiam viabilizar a sua transição energética para emissão zero. “As atividades de petróleo e gás continuarão sendo necessárias, pelos próximos anos, para viabilizar uma transição energética justa, segura e sustentável, garantindo a demanda de energia do país. Não queremos e nem podemos falar aqui, do ponto de vista de análise técnica do mérito desta perfuração, isto é uma atribuição, pela Constituição Federal, pela lei complementar 140, do Ibama, que fez análise, o pedido foi indeferido, e está analisando agora o pedido de reconsideração da Petrobras”, ressaltou Protázio.
Ainda durante a audiência, foram abordados os possíveis avanços que podem ser obtidos com a autorização da iniciativa. “Hoje nós sabemos que os Estados do Norte e Nordeste da Federação do País são os que não possuem recursos suficientes para fazer cumprir a missão que a lei os dá. Proteção contra o desmatamento, por exemplo, o custo operacional de fazer esta proteção, de combater o desmatmento ilegal é altíssimo. Helicópteros, aviões, combustível, frentes de fiscais, veículos, isso é muito caro. Hoje, isso demanda um volume de recursos que o Estado do Pará não dispõe. A nossa missão não é analisar este processo, mas é combater o desmatamento. E podemos eventualmente falhar se nós não tivermos os meios necessários para cumprir isso. Hoje, um legado que pode ficar dessa eventual exploração é que o Estado consiga se equipar para promover todas as suas missões institucionais de segurança, de saúde, de educação, de desenvolvimento e de proteção do meio ambiente”, disse o secretário interino.
Autor da audiência pública, o deputado Gustavo Sefer ressaltou o tempo hábil para que o Brasil possa utilizar uma nova matriz energética, o período necessário para a transição e a oportunidade do diálogo de dentro para fora. “Diversos poços foram perfurados nesta mesma Margem Equatorial. No entanto, acredito que agora encontramos um local que tem o maior potencial. Entendemos a necessidade da transição energética, do uso de energias cada vez mais renováveis. Mas, durante alguns anos, vamos depender do petróleo, até viver esta transição, ainda vamos depender. E o nosso país precisa encontrar novas áreas de perfuração com capacidade de extração. Os estudos dizem que até 2030, se não se descobrir novos poços, vão se esgotar nossas bacias. E não podemos perder esta oportunidade. O pedido de reconsideração da Petrobras já foi entregue ao Ibama. Em relação à Amazônia, muitas decisões são tomadas de lá pra cá, mas acredito que já é hora da nossa voz ser ouvida”, afirmou o deputado.
VIADAGEM DEMAIS Papa Francisco se desculpa por criticar "viadagem" de padres
CASO SAMARCO Mineradoras propõem mais R$ 90 bi para reparar danos
Geral Acumulada novamente, Mega-Sena terá prêmio de R$ 100 milhões
Geral TV 3.0 será viabilizada com união do setor, diz presidente da EBC
MEIO AMBIENTE ... Polícia resgata animais silvestres mantidos como atração em São Caetano de Odivelas
Geral PF desarticula grupo por fraude contra Caixa e prefeitura no Paraná Mín. 21° Máx. 29°
Mín. 21° Máx. 31°
Chuvas esparsasMín. 21° Máx. 31°
Chuva