A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) realizou nesta sexta-feira, 30/06, na Agência Sede, em Belém, uma exposição de produtos artesanais de origem animal que possuem registro no Serviço de Inspeção Estadual. O objetivo foi mostrar que a cadeia produtiva do leite é inspecionada e regularmente monitorada para garantir a qualidade desses alimentos que são muito consumidos pela população.
Cinco laticínios de regiões produtoras mostraram sua produção e fizeram degustação de queijos de diversos tipos, além de iogurtes e bebidas lácteas. Participaram os laticínios Fiori di Búfalo (Bujaru), Rancho Galiléu (Castanhal), Maanaim (Conceição do Araguaia), Flor de Minas (Tailândia) e Fazenda São Victor (Salvaterra), todos registrados na Gerência de Produtos Artesanais de Origem Animal.
A programação fez parte do Dia “B” da Brucelose, um dia dedicado à conscientização sobre a importância da vacinação contra essa doença, uma infecção transmitida de animais para pessoas, principalmente por produtos lácteos não inspecionados.
A gerente do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose, Samyra Albuquerque, enfatizou que o trabalho da Adepará garante produtos seguros de serem consumidos pela população e explicou que a Agência fiscaliza desde a produção até a comercialização. “Nós escolhemos este dia para enfatizarmos sobre a Brucelose bovídea. Na programação, junto com a inspeção animal, reunimos os produtos artesanais de origem animal dos nossos produtores para mostrar a importância da vacinação das bezerras de 3 a 8 meses, visto que elas irão fornecer no futuro matéria-prima para produtos de qualidade”, ressaltou a veterinária.
O Dia "B'' da Brucelose chama atenção para a prevenção da doença e para a garantia da sanidade do rebanho paraense, que já é o segundo maior do país com mais de 26 milhões de animais (26.754.388). A medida sanitária mais eficaz, segundo a Adepará, é a imunização das fêmeas bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses de idade. A vacinação ocorre semestralmente e os animais precisam ser vacinados apenas uma vez na vida.
A fiscal agropecuária Ana Patrícia Marinho, que atua na Gerência de Produtos Artesanais de Origem Animal, lembra que é importante que o produto tenha registro da Inspeção Estadual, Municipal ou Federal. Para o registro, há uma série de documentos sanitários que o produtor precisa fornecer, e solicitar uma visita técnica para que o estabelecimento seja adequado às normas do produto artesanal.
“Uma vez registrados, os produtores são obrigados a enviar relatórios mensais de produção e nestes documentos constam onde adquiriram a matéria-prima e nós consultamos no sistema agropecuário se essa propriedade está em dia com a vacinação da Brucelose e da Tuberculose bovina, se o produtor não estiver em dia, pode ser autuado e impedido de fornecer a matéria-prima para os laticínios”
A produtora de queijo artesanal de búfala, Faviana Medida, participa pela segunda vez do Dia B da Brucelose realizado pela Adepará, em Belém. Atualmente a empresa dela, a Fior di Búfala, que produz burrata e mussarela de búfala, atende 10 lojas de alguns dos principais grupos supermercadistas do Pará e outras sete lojas de conveniência de Belém. Segundo ela, a ampliação de mercado se deve ao registro de selo artesanal. “A certificação da Adepará é algo muito valioso porque conseguimos dar aos clientes um produto de qualidade, que foi inspecionado e que respeita os padrões de segurança alimentar. Essa parceria com a Adepará foi importante e a aquisição do selo artesanal foi um requisito indispensável para ficarmos nas prateleiras dos maiores supermercados de Belém”.
O produtor de iogurte artesanal Edvan Gripp incentiva outros produtores a regularizarem a produção. No ramo há 3 anos e meio, há dois ele foi certificado pela Adepara e já comercializa o iogurte Naturallis em grandes supermercados da capital. “Com o selo, passamos a ter identidade, nosso produto está no mercado conhecido como sendo de qualidade, seguindo as exigências sanitárias, é um produto saudável e natural. Acho importante sair da clandestinidade, ganhar mercado e aumentar a renda”.
Dia "B" -O Dia “B” contra a Brucelose ocorre no dia 30 de junho e mobiliza o campo e a cidade para o consumo de produtos lácteos inspecionados e que não ofereçam riscos à saúde da população. Neste dia, além da vacinação de animais nas regiões de pecuária forte, também acontece programação voltada para a educação sanitária com palestras, cursos e dia de campo.
Em Rondon do Pará, houve vacinação e marcação das bezerras coordenadas pelo médico veterinário Felipe Baraldi. Em Tucumã, a médica veterinária Fabiana Possato realizou palestra nas escolas. Em Santo Antônio do Tauá, a Unidade de Sanidade Agropecuária realizou o primeiro curso de agente vacinador para a Brucelose, ministrado pela fiscal estadual agropecuária Cleane Pessoa. Em Castanhal, predominaram as ações de campo em fazendas certificadas para a Brucelose. No município, a equipe da Adepará formou novos agentes vacinadores para aplicar a vacina sob supervisão de veterinários cadastrados no programa estadual de controle e erradicação da Brucelose.
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