Em Cachoeira do Arari, no Marajó, esta sexta-feira (21) é dia de feira - mas não qualquer feira: é um evento especial. Com organização do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em parceria com a Prefeitura, 25 famílias de oito comunidades estão no centro do município expondo e vendendo produtos diferenciados, em comemoração ao Dia do Agricultor Familiar/ Dia do Produtor Rural, 25 de julho.
Anual, a 23ª edição da Agricultura Familiar realiza-se anexa à feira livre, ao lado da Praça da Independência, com mobilização do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) e apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
A oportunidade para os consumidores é sobre preciosidades como linguiça marajoara, azeite de andiroba e óleo-do-bicho-do-tucumã. “Dentro do caroço do tucumã, existe uma amêndoa. A amêndoa se transforma num bichinho branco. Chega essa época, ele tá pronto pra gente quebrar, tirar o bicho e apurar; ele torna-se um óleo. E esse óleo é um remédio muito grande, um antiinflamatório muito bom”, explica o piloto fluvial da Emater Francisco Lázaro Meireles.
Os preços praticados sobre mercadorias do dia a dia, a exemplo de frutas, são cerca 25% mais baixos.
De acordo com a engenheira agrônoma da Emater Letícia Hungria, a iniciativa fortalece o segmento: “Integramos a pluralidade das atividades agropecuárias, com foco nos princípios de produção agroecológica e na qualidade de vida dos agricultores. E é também uma homenagem”, aponta.
Para a agricultora Maria Cruzibela Moréia, de 65 anos, da Comunidade Umarizal, no Ramal Santa Rosa, não existe “pavulagem”: “Pra mim, é uma maravilha, porque na Feira eu vendo tudo: urucu, acerola, ingá, tapioca. Venho vendo tudo o que existe na minha propriedade, depois da Feira nunca mais se estragou”, relata.
A família participa do evento há nove anos: “Eu me sinto orgulhosa de deixar um vínculo, que é o trabalho, um trabalho lindo. Lá em casa ninguém é empregado dos outros, não dependemos de ninguém, tiramos nosso sustento da nossa terra. Não tenho vergonha de carregar um paneiro, uma caixa; é um prazer que tenho na vida”, detalha.
Texto de Aline Miranda
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