O segundo dia de "Diálogos Amazônicos", realizado neste sábado (05), no salão principal do Hangar Centro de Convenções, em Belém, teve início com a Plenária 2, que trouxe o tema “Saúde, soberania e segurança alimentar e nutricional na região amazônica: ações emergenciais e políticas estruturantes”. O debate contou com expositores da sociedade civil e dos governos do Brasil, da Colômbia e do Peru.
“Vamos ter, nesses dias, a oportunidade de diálogo. Temos essa tarefa de abrir, aqui no Brasil, as condições de participação. Temos a responsabilidade com esta região e a necessidade de diálogo com o mundo sobre os desafios das mudanças climáticas. Discutir alternativas e metas para tirar o Brasil da fome. Este é um diálogo participativo, para que a gente dê um grito ao mundo de que estamos juntos e que quem conhece a Amazônia é quem vive na Amazônia. A importância de que, a partir deste diálogo, tenhamos um plano integrado com todos os países. Ou vamos dar as mãos e trabalhar juntos, ou vamos pagar juntos as consequências”, disse o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias.
A plenária reuniu cerca de duas mil pessoas e discutiu propostas e subsídios para serem levados às reuniões oficiais da Cúpula da Amazônia, que irá ocorrer nos próximos dias 08 e 09 de agosto, em Belém, com a presença de chefes de Estado dos oito países participantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
“Vamos valorizar a agricultura familiar. Queremos ter um programa de segurança alimentar vinculado a um sistema alimentar que seja sustentável, é por isso que os povos da floresta têm a sua cultura alimentar e temos que valorizar estes alimentos. Vamos lançar um plano de florestas produtivas, agrofloresta e de financiamento. O futuro é ancestral, valorizar o conhecimento das nossas comunidades ancestrais e não destruir o meio ambiente. Por isso, nós estamos juntos. Não existe preservação ambiental sem preservar o ser humano”, reforçou Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil.
A preservação da floresta em pé, a valorização dos povos originários, o respeito às terras indígenas e quilombolas, assim como a regularização fundiária foram temas discutidos durante a ocasião.
De acordo com a pescadora artesanal Josana da Costa, do município de Óbidos, este momento está sendo de reflexão e discussão sobre o processo de produção alimentar, mas também de segurança jurídica dos territórios.
“Chamo a atenção sobre a segurança de nossos territórios, para que continuemos produzindo. Precisamos pensar em alimentos saudáveis, sem veneno, sendo produzidos de forma sustentável, mas também precisamos falar sobre a segurança jurídica de nossas terras, do local onde os povos da terra e das águas vive”, reforçou.
O evento teve a mediação de Elisabetta Recine, presidenta do Consea Nacional (Brasil), e de Leila Denise, dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)/ Via Campesina (Brasil).
“A saúde deve ser vista como um processo de luta coletiva. A nossa segurança alimentar só vai ser plena por meio da missão dos movimentos sociais. Não é possível ter saúde com despejo, sem preservar os povos das suas terras, com quilombolas sendo expulsos, sem assegurar os povos e suas terras, sem políticas efetivas de reforma agrária, sem ir contra projetos que estão poluindo e contribuindo para mudanças climáticas. É preciso fazer sanções que possam contribuir para a alavancagem da reforma agrária”, ressaltou Pablo Neri, dirigente nacional do MST/Via Campesina (Brasil), um dos expositores da plenária.
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