A soltura de tartarugas marinhas é um momento importante para a preservação desses animais, ameaçados de extinção. Na última quinta-feira (3), houve mais uma soltura de filhotes na Praia do Atalaia, em Salinópolis, município do nordeste paraense. Foram soltos 105 filhotes da espécieLepidochelys olivacea(tartaruga-oliva), dando início a um novo ciclo de crescimento, reprodução e continuidade da espécie.
Profissionais que contribuem para a preservação das espécies no litoral paraenseIsso só foi possível devido ao trabalho dos pesquisadores do Projeto de Monitoramento de Desovas de Tartarugas Marinhas (PMDTM) e profissionais ligados às instituições do Governo do Pará, como o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), Departamento de Trânsito do Estado (Detran) e órgãos de segurança pública.
Dos 110 ovos acomodados em um berçário, próximo à Unidade de Conservação (UC) do Ideflor-Bio - Monumento Natural do Atalaia -, nasceram 105 filhotes de tartaruga marinha, o que representa uma taxa de natalidade de 90%. Esta foi a última soltura dos quelônios no balneário em 2023. No total, 481 filhotes nasceram no principal balneário do litoral paraense apenas neste ano.
Continuidade- Segundo a bióloga e coordenadora de campo do PMDTM, Josie Barbosa, as equipes vão continuar com o monitoramento diurno nas praias para registrar possíveis encalhes e se preparar para o período de reprodução de 2024.
A pesquisadora também avaliou o desempenho das atividades realizadas pelo projeto em 2023. “O trabalho no período reprodutivo teve um avanço positivo. No entanto, ainda precisamos da união de todos e da conscientização das pessoas, para que a ação tenha melhores resultados. Para todos que desejam contribuir com a conservação dessas espécies ameaçadas de extinção, de grande importância para nosso ecossistema, pedimos principalmente mais atenção com o lixo deixado nas praias e o respeito pela barreira de contenção. O cuidado com o meio ambiente é um dever de todos”, ressaltou Josie Barbosa.
Atualmente, a Mineral Engenharia e Meio Ambiente executa o PMDTM, que monitora áreas de desova de tartarugas no litoral paraense. O projeto é uma medida de mitigação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Preservação- O Monumento Natural do Atalaia é uma UC de Proteção Integral do Ideflor-Bio criada em 2018 para preservar os ecossistemas de manguezais, restingas e dunas do Atalaia. É um dos últimos locais preservados nessa área, que abriga diversas espécies de animais, entre mamíferos e uma rica avifauna residente e migratória, com atenção especial aos períodos de reprodução das tartarugas marinhas.
Desde fevereiro deste ano, o Ideflor-Bio e os órgãos de segurança pública bloqueiam 3 km da faixa de areia do balneário para a proteção de cinco espécies de tartarugas marinhas:Caretta caretta(tartaruga-cabeçuda),Lepidochelys olivacea(tartaruga-oliva),Chelonia mydas(tartaruga-verde),Eretmochelys imbricata(tartaruga-de-pente) eDermochelys coriacea(tartaruga-de-couro) -. que utilizam o local para desova e, posteriormente, onde ocorre a eclosão dos ovos.
Trabalho permanente- O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, afirmou que o trabalho se tornará permanente, pois tem gerado bons resultados. Ele destacou que as tartarugas marinhas desempenham um papel fundamental no ecossistema marinho.
“Elas contribuem para o equilíbrio ecológico ao se alimentarem de medusas e algas, ajudando a controlar suas populações. Além disso, seus ninhos e ovos também desempenham um papel importante na fertilização das praias, enriquecendo o solo e beneficiando outras espécies. Portanto, preservar e proteger essas incríveis criaturas é essencial para garantir a saúde e a sustentabilidade dos oceanos, e o Ideflor-Bio está comprometido em promover a conservação das tartarugas marinhas e de seus habitats”, disse o gestor do Instituto.
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