As mulheres têm uma participação cada vez maior no segmento da cacauicultora. Com a presença marcante no Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, realizado até este domingo (20) no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, elas mostram ao público o resultado desse trabalho. Um exemplo está nas integrantes da Cacauaré, empresa familiar composta apenas por mulheres.
Durante o Fórum do Cacau, realizado neste sábado (19), uma das integrantes do empreendimento, Naianny Maia, expôs ações e experiências do empreendimento, instalado em Mocajuba, município da Região de Integração Tocantins. A Cacauaré, informou Naianny, trabalha com o desenvolvimento da cadeia do cacau nativo de várzea. Prioritariamente, acolhe mulheres ribeirinhas que são arrimo de família. “É um trabalho bem intenso. Às vezes, há dificuldades. A gente sabe que o aspecto social influencia muito, mas a gente vê que hoje em dia a mentalidade mudou muito, e muitas mulheres participam, e estão trabalhando pelo desenvolvimento da cadeia produtiva”, explicou.
Atualmente, 13 famílias atuam no empreendimento, com 10 mulheres, além das quatro que estão à frente e são da mesma família: a mãe e três irmãs. A empresa foi criada em 2021, entrando em operação no ano passado. “Esse conhecimento da cacauicultora na várzea foi passado de geração em geração”, disse a empreendedora.
Uma variedade de produtos da cacauicultura mostra a determinação de mulheres empreendedoras
Além do festival em Belém, elas participaram da edição realizada em junho deste ano, em Altamira, município do Oeste do Pará. O resultado do trabalho pode ser visto até este domingo no estande da Cacauaré no Chocolat Amazônia. Além dos derivados da amêndoa, como nibs caramelizados e granola, há geleia, licor e xarope de cacau, entre outros produtos.
Guardiãs– Mulheres que plantam o próprio cacau, e estão expondo o trabalho no evento, formam a Acaraçu, no município do Acará, no nordeste paraense. No espaço instalado entre os mais de 60 estandes do Festival Internacional, elas ofertam produtos derivados de cacau, como chocolate em barra e outros doces, além de peças artesanais confeccionadas por mulheres do empreendimento, como um cesto feito com fibra de bananeira.
Segundo Luciene Gemaque, uma das integrantes do empreendimento, a Acaraçu é uma marca coletiva que existe há dois anos. Ao mesmo tempo em que produzem, essas guardiãs da floresta, como se intitulam, também geram renda para suas famílias. Luciene informou que a procura pelos produtos se intensificou, e que o festival está sendo uma ótima oportunidade para venda e divulgação do trabalho.
Além das mulheres que produzem, o festival reúne as que coordenam atividades, para que o cacau produzido no Pará ganhe o Brasil e outros países. É o caso da engenheira agrônoma Dulcimar Melo, coordenadora do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau e o Flor Pará. Ela ressaltou que as mulheres estão em vários setores da cadeira produtiva do cacau – produção, embalagem, logística, administração, eventos, associações e outras atividades que estimulam a produção com mais qualidade. “Esse festival tem a participação muito intensa das mulheres, não apenas no festival em si, mas nos preparativos. Ficamos muito satisfeitas com a participação cada vez maior das mulheres neste segmento”, destacou Dulcimar Melo.
Serviço: O Festival Internacional do Cacau e o Flor Pará encerra neste domingo (20). A programação inicia as 15 h e prossegue até 22 h, no Hangar – Avenida Dr. Freitas, ao lado da Rua Brigadeiro Protásio, bairro do Marco.
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