O trânsito brasileiro tem se tornado mais seguro, mas ainda tira dezenas de milhares de vidas todos os anos. O dado mais recente do Datasus, sistema de informação doSistema Único de Saúde (SUS), mostra que 33.813 pessoas perderam a vida no tráfego em 2021.
Mas há soluções para o problema, e pontos do país têm tido sucesso em reduzir as perdas. No Distrito Federal, o grande exemplo é o respeito à faixa de pedestre. Já em Fortaleza, um conjunto de medidas – como a diminuição da velocidade das vias, o estreitamento de ruas e o incentivo ao uso da bicicleta – tornou a cidade referência nacional em trânsito seguro.
Para mostrar de perto os desafios e contar, em detalhes, o que funciona nos dois locais, o programaCaminhos da Reportagem, daTV Brasil, percorreu a capital do país e viajou ao Ceará.
“Nós estamos no 8º ano consecutivo de redução de mortes no trânsito de Fortaleza”, afirma com orgulho o Superintendente da Autarquia de Trânsito da cidade, Antônio Ferreira.
“Várias soluções já existiam. A cidade decidiu juntá-las e adaptá-las ao contexto local”, explica o coordenador de Segurança Viária da Iniciativa Bloomberg, Dante Rosado.
Entre essas saídas, o professor Flávio Cunto, da Universidade Federal do Ceará, destaca as mais simples e baratas: deixar as vias mais estreitas, as calçadas mais largas, espalhar balizadores de concreto e pintar ruas.
Cunto enfatiza, no entanto, que o sucesso das iniciativas está diretamente ligado à continuidade das medidas. “Não se tratou apenas de um político, de um governo, mas sim uma política de Estado que a cidade abraçou. Passou por diferentes prefeitos, de diferentes partidos”, ressalta.
Em Brasília, o respeito à faixa de pedestres também é resultado de ação coletiva. “Uma conjunção de esforços do poder público, dos órgãos de imprensa, de entidades da sociedade civil e da população em geral marcou o início do programa ‘az no Trânsito, em 1996”, lembra o professor Paulo Cesar Marques, da Universidade de Brasília.
A partir do ano seguinte, os veículos passaram a parar, para que pedestres e ciclistas pudessem atravessar a faixa em segurança.
Só que existem inúmeros casos de desrespeito à faixa. Duas mortes em 2022, uma delas de uma criança de três anos, deixaram de luto a cidade de Planaltina, a 40 quilômetros do centro de Brasília.
Tragédias que reforçam a opinião dos especialistas.
“A gente pode considerar tranquilamente que, entre todos os fatores de risco, a velocidade é, de longe, o mais importante”, crava o Oficial Técnico em Segurança Viária da Organização Mundial da Saúde, Victor Pavarino.
“A mudança da cultura da velocidade não é um processo simples. É preciso ter uma ação coordenada, para que as pessoas entendam que reduzir velocidade é um benefício global”, complementa a professora Michelle Andrade, da Universidade de Brasília.
O episódio Soluções em trânsitovai ao ar neste domingo (20) às 22h, naTV Brasil.
Reportagem: Flavia Peixoto Reportagem cinematográfica: André Rodrigo Pacheco e Sigmar Gonçalves
Apoio à reportagem cinematográfica: Rogerio Verçoza
Auxílio técnico: Alexandre Souza e Dailton Matos
Colaboração técnica: Thiago Souza
Produção: Claiton Freitas e Gabriella Braz (estagiária)
Edição de texto: Paulo Leite
Edição de imagem e finalização: André Eustáquio
Arte: Alex Sakata e Caroline Ramos
VIADAGEM DEMAIS Papa Francisco se desculpa por criticar "viadagem" de padres
CASO SAMARCO Mineradoras propõem mais R$ 90 bi para reparar danos
Geral Acumulada novamente, Mega-Sena terá prêmio de R$ 100 milhões
Geral TV 3.0 será viabilizada com união do setor, diz presidente da EBC
MEIO AMBIENTE ... Polícia resgata animais silvestres mantidos como atração em São Caetano de Odivelas
Geral PF desarticula grupo por fraude contra Caixa e prefeitura no Paraná Mín. 21° Máx. 30°
Mín. 21° Máx. 27°
ChuvaMín. 21° Máx. 28°
Chuva