A quadra da Usina da Paz Terra Firme, em Belém, se transformou em um cenário vibrante de moda, cultura e conscientização durante o evento "Periferia tá na moda!" realizado no final da tarde deste sábado (26). Organizado pelo grupo Petricor, do Coletivo Cine Club Terra Firme, o evento trouxe a moda sustentável e o seu impacto positivo nas comunidades periféricas, envolvendo um público diversificado e entusiasmado.
Lilia Melo, que é coordenadora desse projeto e de outros que traz a periferia para o cenário cultural, acredita que é relevante essa experiência para a comunidade da Terra Firme. “O projeto 'Periferia Tá na Moda' une jovens artistas das periferias à sustentabilidade. Eles se conectaram a empreendedores locais, criaram roupas exclusivas e organizaram um desfile que inclui marcas estabelecidas e peças únicas. O evento também conta com um sarau cultural, apresentando poesia, dança, música e teatro, tudo com base nas formações locais. Além de revolucionar a moda, esse movimento é político, social, educacional e capacita os interessados”, disse Lilia.
Lilia Melo, coordenadora do projeto: sustentabilidade
A criadora do projeto e produtora cultura, Ana Lu Belchior, de 20 anos, explicou como surgiu o projeto. “O "Periferia Tá na Moda" surgiu de forma espontânea em uma pizzaria, quando um grupo decidiu criar um ensaio fotográfico para destacar a vida na periferia através do audiovisual. A ideia evoluiu para focar na moda periférica e na moda sustentável, após conversas com Lilia. A produção do evento começou em 3 de agosto e rapidamente ganhou visibilidade nas redes sociais, gerando expectativa para o evento e apoio futuro”, relembra Ana Lu.
Ana Lu Belchior, criadora do projeto: moda periféricaO ponto alto da noite foi, sem dúvida, o desfile de moda que apresentou uma variada gama de peças confeccionadas por microempreendedores dos territórios periféricos da Terra Firme e Guamá. O público presente pode apreciar a criatividade e a diversidade que emanam desses territórios, bem como a força da moda sustentável que ressignifica materiais e aguça a criatividade dos estilistas.
O professor de dança e educador social, Jeová Monteiro dos Santos, de 25 anos, buscou no evento, mais do que visibilidade. “Sendo um dos primeiros no bairro, a Usina da Paz nos proporciona espaço para brilhar, uma oportunidade que valorizamos. Nossos grupos de dança, projetos e coletivos ganharão muito, reforçando nossa identidade preta, periférica, ribeirinha, indígena e amazônica. O evento destaca a capacidade de realizar algo notável nas periferias, unindo a comunidade pela música, arte e dança. Mostra que, ao focar e unir esforços, podemos ir além. Nosso lema: ‘Nós por nós’.”, ressaltou o jovem.
Jeová Monteiro, professor de dança e educador: identidade
Além da moda, o evento contou com exposições de biojoias e moda sustentável de origem afro-indígena, trazendo a importância de preservar técnicas tradicionais e materiais naturais na produção de acessórios. A Feirinha Criativa proporcionou aos visitantes a oportunidade de adquirir produtos únicos e artesanais, fortalecendo a economia local. O evento também teve o papel de promover empreendedores locais, oferecendo um espaço para a exposição de suas marcas e iniciativas. A colaboração de diversas organizações locais e coletivas enriqueceu o evento, tornando-o um verdadeiro símbolo de união e apoio à moda sustentável nas periferias.
A programação cultural também foi um dos pontos altos do evento, reunindo uma variedade de expressões artísticas que ecoam a diversidade da periferia. Apresentações musicais, como o cantor Pelé do Manifesto, Dionisio/Flawess e Leonardo, trouxeram ritmo e poesia aos ouvidos do público. Além disso, apresentações de dança, como Favelados e Cine Dance, e manifestações artísticas como o grupo de poesia slam Poame-se e o grupo de carimbó Volta ao Mundo, envolveram os presentes em uma atmosfera de celebração cultural.
A geógrafa Nioldete Lima foi apreciar o eventoA geógrafa, Nioldete Lima, de 48 anos, esteve presente para apreciar e acredita que a presença da comunidade jovem é um grande apoio para divulgar ações como essa. “Nossa presença na Usina é vital, especialmente para a comunidade. A UsiPaz promove eventos significativos, como os que estão ocorrendo hoje, que têm grande importância para a comunidade e para os jovens, que se sentem representados por essas atividades”
O "Periferia tá na moda!" não se limitou à apresentação de peças de roupa, mas foi uma declaração de valorização da moda sustentável e da criatividade nas periferias. Através de oficinas, palestras e debates, o evento estimulou o pensamento crítico sobre a indústria da moda e incentivou o consumo responsável, reforçando a ideia de que a moda pode ser uma força positiva para a transformação social.
Jovens se apresentam durante o desfile de peças de vestuário do ?Periferia tá na moda!?: celebração da moda sustentável"Eventos como o 'Periferia tá na moda!' são verdadeiros exemplos de como as Usinas da Paz se consolidam como espaços de transformação social e cultural. Receber e acolher iniciativas realizadas por movimentos sociais e pela própria comunidade é fundamental para fortalecer os laços e empoderar nossos territórios. É gratificante testemunhar a celebração da moda sustentável e da cultura, aliadas a discussões relevantes sobre conscientização e empoderamento. Essa parceria entre a sociedade e as Usinas da Paz é um passo na direção de um futuro mais inclusivo e vibrante para nossas comunidades periféricas”, informou o secretário de Cidadania, Igor Normando.
Texto com informações de Ravery Gomes / Ascom Seac
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