A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) trabalha na organização de um seminário estadual, com realização prevista ao fim do ano, que deve impulsionar a cadeia produtiva do limão taiti na região de integração do Baixo Amazonas. A sede será Monte Alegre, município maior produtor do Pará e onde a atividade baseia-se na agricultura familiar, com envolvimento direto de cerca de 450 famílias. Com a expressividade no cultivo, Monte Alegre tornou-se o terceiro estado maior produtor do Brasil, conforme índices do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O principal desafio para os produtores é a comercialização, em especial no período de inverno, na safra de janeiro a junho, quando a oferta in natura ultrapassa a demanda nos mercados imediatos e o faturamento não chega a cobrir os custos de produção para os agricultores.
De acordo com o supervisor regional da Emater no Médio Amazonas, Alain Xavier, técnico agrícola e médico veterinário, a atuação direcionada do órgão começou a se fortalecer em 2012, quando o limão assumiu protagonismo na socioeconomia de Monte Alegre: “Então, nós elaboramos um processo que se estende até hoje: treinamento, Dias de Campo, georreferenciamento de 90% das propriedades”, relata.
Em uma das últimas ações foi realizada uma excursão, em junho, para o município de Capitão-Poço, referência em citricultura, para especialistas visitarem experiências da agroindústria, como esmagamento e exportação.
“Nesse futuro evento, pretendemos discutir os vários fatores inerentes: não só comercialização, como a sanidade. Será também o momento de reunir entidades parceiras no nível de Governo do Estado e do Pará inteiro, incluindo a esfera legislativa”, aponta Xavier.
Mercado -Um dos estudos de abertura de novas frentes de comercialização seria a agroindustrialização. Pelos cálculos da Emater, este ano, o cultivo de limão taiti em Monte Alegre movimentará em torno de R$ 55 milhões. Estimativas da instituição, porém, consideram que o risco da queda de preço do fruto in natura prejudica até 50% da produção anual com a inviabilidade de venda.
“Existe uma preocupação geral sobre logística e ampliação de compradores, haja vista que o limão é ingrediente multi na indústria. Na safra crítica, no mecanismo de oferta e procura, uma basqueta de 20 a 25 quilos, que pode chegar a atingir R$ 80, custa R$ 2, R$ 3. O abismo de preço significa um resultado que não se aproxima de cobrir o valor da produção. Não compensa para o produtor. Ele acaba derrubando o limão do limoal para que a safra, que não compensa em termos financeiros, não comprometa a safra seguinte”, explica Xavier.
Na Fazenda Mato Verde, na vicinal Setor 11, no Km 30 da rodovia PA-254, por exemplo, o produtor Arinos Brito, de 52 anos, atendido pelo escritório local da Emater há uma década, afirma que o apoio da Emater sobretudo para organizações sociais, como a composição de uma cooperativa, fará diferença:
“Acredito que, unidos, possamos negociar mais e melhor, valorizando o produto e estendendo mercados. Os estados do nordeste, por exemplo, podem ser uma boa absorção. São diversas possibilidades e as políticas públicas são fundamentais nessa condução”, diz.
A propriedade de Brito possui pelo menos 10 hectares de limão taiti. Por ora, o produto é vendido in natura para as cidades de Macapá, no Amapá, e de Manaus, no Amazonas.
Para o chefe do escritório local da Emater em Monte Alegre, o técnico em agropecuária Egnaldo Garcia, o seminário será muito importante: “É o olhar no futuro. Os agricultores querem e precisam saber o que pode ser feito por eles. O seminário vem para propor soluções, atrair compradores, constituir vitrine da cadeia produtiva”, declarou.
Texto:Aline Miranda/Ascom Emater
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