O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, celebra, nesta quinta-feira (31), o Dia do Nutricionista ressaltando a importância da data e do profissional na reabilitação, especialmente, dos pequenos usuários assistidos pela instituição.
De acordo com Luana Oliveira, nutricionista clínica, a nutrição “é importante para manter a vida saudável evitando prejuízos à saúde de forma geral e sempre mantendo as condutas nutricionais de acordo com cada diagnóstico”.
Segundo a profissional, durante as consultas no CIIR, os acompanhantes recebem orientações nutricionais para auxiliar os usuários, por intermédio de diagnósticos, como por exemplo, no autismo, que dialoga com a seletividade alimentar, já que é a principal queixa de quem acompanha os pacientes durante as consultas.
“Em alguns casos, acaba sendo uma recusa alimentar. Desta maneira, analisamos cada caso para saber qual a melhor conduta para minimizar essa seletividade de alimentos, e fazer com que a criança, por exemplo, seja estimulada a abrir mais ao leque de ingestão alimentar”, observa Luana Oliveira, complementando que o aspecto sensorial no Transtorno do Espectro Autista (TEA) está diretamente relacionado à cor, ao cheiro, sabor e até o tato no momento da alimentação.
Entre os reabilitandos com a dificuldade no âmbito alimentar está Lucas Sousa, de três anos. Residente no município de São Miguel do Guamá, distante cerca de 146 km de Belém, o garotinho iniciou o seu acompanhamento em nutrição para reverter o quadro clínico de seletividade alimentar.
“Ele seleciona muito os alimentos. Prefere mais frutas, entre elas, o açaí, que toma todos os dias. Agora, comer feijão, carnes (bovina ou frango) e arroz, por exemplo, ele tem recusa alimentar. É preocupante, porque a criança necessita de todos os alimentos nutritivos para se desenvolver de uma forma saudável. A nutricionista conversou comigo o passo a passo de como a gente vai reverter esse quadro. Ela deu dicas de como devo agir, em casa, de forma didática com o Lucas para ele ir experimentando outros alimentos e, assim, aceitá-los”, contou a avó de Lucas, Nazaré Silva, de 48 anos.
Outra parcela de usuários que tem particularidades alimentar são aqueles com o diagnóstico de paralisia cerebral. “Para as pessoas com este diagnóstico, os atendimentos nutricionais tratam, principalmente, do risco para o baixo peso e desnutrição. A razão é porque este usuário não tem o controle de tronco e, assim, não consegue sustentar o pescoço. Sem a sustentação, ele passa a ingerir comida pastosa por meio de colher ou líquida, por sonda”, explica a nutricionista.
Nutrição e saúde –A didática de atendimento tem o objetivo de orientar os acompanhantes com relação à importância da alimentação para o ganho de peso, pois as terapias proporcionadas pelo CIIR no cronograma de reabilitação, como a fisioterapia, hidroterapia e os esportes adaptados, “são atividades que promovem maior gasto energético, por isso, pode haver perda de peso e de massa muscular se a pessoa não estiver em um acompanhamento nutricional adequado. Portanto, o profissional nutricionista tem um papel fundamental na reabilitação das Pessoas com Deficiência, principalmente, crianças”, diz Oliveira.
P
ara evitar a perda de peso e maior risco de adoecimento com frequência, se houver necessidade, a equipe de nutricionistas do CIIR pode intervir com auxílio de uma suplementação, principalmente, se o reabilitando apresentar alguma carência nutricional ou baixo peso. “Por exemplo, um adolescente de 15 anos ter peso de massa corporal 30 kg. Ele precisa, de acordo com a altura, no mínimo, 40 kg para esta idade”, observou a profissional.
Para que o acompanhamento nutricional transcorra adequadamente, com êxito, é necessário o suporte de uma equipe multiprofissional composta ainda por especialistas da fonoaudiologia, terapia ocupacional e da medicina.
O CIIR é referência no Pará na assistência de média e alta complexidade às Pessoas com Deficiência (PcDs) visual, física, auditiva e intelectual. Os usuários podem ter acesso aos serviços do Centro por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, acolhidos pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez faz o encaminhamento à Regulação Estadual. O pedido será analisado conforme o perfil do usuário pelo Sistema de Regulação Estadual (SER).
Serviço:O CIIR é um órgão do Governo do Pará administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Centro funciona na rodovia Arthur Bernardes, n° 1000, em Belém. Mais informações: (91) 4042.2157 / 58 / 59.
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