Com aproximadamente 7 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia abriga uma rica biodiversidade e desempenha um papel fundamental no equilíbrio climático do planeta. Nesta terça-feira (5), esse importante bioma sul-americano é celebrado com uma data especial – Dia da Amazônia -, e o Governo do Pará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), reafirma o compromisso com a sustentabilidade do patrimônio ambiental e a qualidade de vida de sua população.
Com ações em diferentes áreas, há 16 anos o Instituto busca garantir a preservação da diversidade biológica, promover o desenvolvimento sustentável e conscientizar a sociedade sobre a importância desse ecossistema único. Uma das principais atividades do Ideflor-Bio é a criação e gestão de 28 Unidades de Conservação (UCs) estaduais.
A mais recente delas, a Estação Ecológica (Esec) Mamuru, fica entre os municípios de Aveiro e Juruti, no oeste paraense. Com aproximadamente 126 mil hectares, a nova UC vai reforçar o mosaico de áreas protegidas da região, que inclui terras indígenas e parques nacionais. A Estação Ecológica também será fundamental para a proteção de espécies ameaçadas de extinção e a manutenção dos serviços ambientais.
O território abrange uma área de extrema relevância para a preservação da floresta amazônica. Por ser uma UC de Proteção Integral, toda a área será destinada exclusivamente à preservação da natureza, com atividades humanas restritas, visando manter os ecossistemas em seu estado natural.
A partir de agora, o local contará com ações efetivas do Estado voltadas ao monitoramento, fiscalização e manejo adequado, a fim de garantir a preservação dos recursos naturais. Além disso, serão promovidas atividades de educação ambiental e conscientização da população sobre a importância da UC.
Outras áreas protegidas, como parques estaduais, refúgios de vida silvestre (Revis), áreas de proteção ambiental (APAs) e reservas de desenvolvimento sustentável (RDSs), desempenham um papel crucial na preservação da flora e fauna, e dos ecossistemas. São espaços que promovem pesquisa científica, turismo sustentável e melhoria da qualidade de vida das comunidades locais.
Presença constante– O Ideflor-Bio também atua, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), no monitoramento e na fiscalização do desmatamento ilegal. Nos últimos anos, a Amazônia enfrenta constantes ameaças de desmatamento, grilagem de terras e exploração ilegal de recursos naturais.
No entanto, com ações ostensivas de comando e controle, o Estado combate essas práticas ilegais, utilizando tecnologias avançadas, como o monitoramento por satélite para identificar áreas desmatadas e tomar as medidas necessárias.
O Ideflor-Bio promove ainda ações de educação ambiental, capacitação e conscientização sobre a importância da conservação da Amazônia. Por meio de programas educativos, palestras, cursos e atividades interativas, o Instituto dissemina conhecimentos e estimula a participação ativa da sociedade na proteção da floresta.
Intercâmbio- A atuação do Ideflor-Bio vai além do Estado do Pará. Em parceria com outros órgãos ambientais, organizações não governamentais e instituições de pesquisa, o Instituto busca soluções conjuntas para os desafios enfrentados pela Amazônia. A mais recente foi um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que viabilizou a liberação de R$ 3 milhões para o início dos estudos de criação da UC que vai proteger as árvores gigantes da Amazônia.
O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, ressaltou que no Dia da Amazônia é fundamental reconhecer a importância do Ideflor-Bio e de outros órgãos ambientais na proteção desse bioma. Ele afirmou, ainda, que a preservação da Amazônia é uma responsabilidade de todos, e o trabalho permanente do Instituto tem sido essencial para garantir o futuro sustentável de uma região tão rica em biodiversidade.
“Neste dia dedicado à Amazônia celebremos não apenas a beleza e grandiosidade desse bioma, mas também o trabalho dedicado deste Instituto e de todos os envolvidos na conservação desse patrimônio natural. Cuidar da Amazônia é cuidar do nosso futuro e das gerações que ainda estão por vir”, disse Nilson Pinto.
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