Nesta segunda-feira (11), dia das Vozes da Diversidade e da Inclusão na 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, ocorreram apresentações artísticas, sarau e discussões sobre poesia e literatura, voltados à inclusão e acessibilidade na Arena Multivozes. Para encerrar a programação do dia no espaço, o "Papo, Prosa e Versos" debateu a temática “Limitante é o capacitismo, não a deficiência”. A conversa foi entre a paraense Aliny Rosa, dançarina cadeirante, integrante da companhia Do Nosso Jeito, e Ivan Baron, conhecido como o "influenciador da inclusão".
A temática “Limitante é o capacitismo, não a deficiência” foi discutida no terceiro dia da Feira Pan-Amazônica do Livro
Ainda criança, Ivan foi acometido por uma grave infecção alimentar que deixou como sequela a paralisia cerebral, ocasionando deficiência física e mobilidade reduzida. Nos últimos anos, passou a ser mais ativo nas redes sociais, ativista da causa anticapacitista, produzindo conteúdos bem humorados e informativos. Atualmente, o influencer acumula mais de meio milhão de seguidores em redes como Instagram e Tiktok. No início do ano, foi convidado para acompanhar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na solenidade de posse, e passou a faixa presidencial. O influencer também é autor de um e-book que sintetiza seu trabalho e ativismo.
Influencer Ivan BaronAprendizado leve- “No meu e-book anticapacitista conto um pouco sobre a minha história, dou dicas de como combater o capacitismo, que é o preconceito contra pessoas com deficiência, e tudo com uma linguagem muito acessível e popular, para que pessoas que não sabem do assunto aprendam de uma forma leve e divertida, porque eu acredito que essa é a melhor ferramenta de poder”, pontuou Ivan Baron.
A conversa foi mediada por Cleber Couto, professor de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que possui deficiência auditiva, e encheu a Arena Multivozes com um grupo diverso, de todas as faixas etárias.
Aliny Rosa, pós-graduanda em Neuropsicopedagogia, se tornou deficiente aos 18 anos e falou sobre seu encontro com a dança. “A partir do momento em que comecei a dançar, e vi que eu conseguia, passei a me sentir bem de novo. Elevou a minha autoestima, e voltei a me sentir uma mulher”, declarou a dançarina, que já representou o Brasil em competições internacionais, incluindo um evento no Japão.
Texto: Juliana Amaral
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