Protagonistas do quarto dia da 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, as “Potências Negras” ressoaram as vozes da baixada na Arena Multivozes, nesta terça-feira (12). O bate-papo entre as artistas Maynara Santana e Nic Dias contou com mediação de Vanessa Mendonça, e incluiu depoimentos pessoais, apontamentos sobre a cultura negra em diferentes aspectos, como a ancestralidade, presente no trabalho de cerâmica desenvolvido por Maynara, e na música de Nic.
Artistas levaram a ancestralidade à Feira Pan-Amazônica do Livro“O rap faz parte do hip hop, que é um movimento político, social. É um ritmo criado por pessoas negras, para pessoas negras. E pensando nessa questão a gente já consegue entender porquê o rap é também um suporte de tantas maneiras para pessoas negras, porque realça as potências, eleva a autoestima, traz força e conhecimento”, disse a DJ e rapper Nic Dias.
Ela também falou sobre a importância de ocupar espaços como a Feira Pan-Amazônica do Livro. “Justamente por ser o maior evento literário do Pará é muito importante que tenha um dia dedicado às vozes da baixada, das periferias, porque quem construiu esse Brasil? Acho que é importante a gente lembrar que nada nos foi dado de mão beijada, e que tudo foi conquistado e construído em cima de sangue e suor de pessoas negras e indígenas, pessoas marginalizadas. É muito importante que a Feira Pan-Amazônica possa registrar, guardar essa memória, e contribuir também para erradicar as inúmeras violências que a gente sofre todos os dias. Eu estou extremamente feliz e honrada pelo convite”, afirmou.
Interação- No espaço lotado, o público fez perguntas sobre temas relevantes, considerando o fato de que as convidadas são do distrito de Icoaraci, pertencente a Belém.
Maynara, da comunidade do Paracuri, onde mora e trabalha com a família, confecciona peças de cerâmica, que unem tradição e modernidade. Ela contou sobre sua experiência e militância no movimento negro, no Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa). “Eu passei muitos anos militando dentro do Cedenpa, e me deparei com o histórico de um projeto político, de não conhecermos a história de criação desse País, que foi criado graças a um grande tratado para manter a escravidão. E trabalhar nessa perspectiva, em contato constante com essa dor, estava me deixando completamente adoecida. Por isso, falar sobre as nossas potências é tão importante, relembrar e reafirmar o que nós temos de melhor”, ressaltou.
As convidadas terminaram a conversa com uma mensagem de incentivo ao sonho de levar a vida a partir de uma perspectiva da prosperidade, em busca do bem-estar individual e coletivo.
Maynara também foi a representante das vozes da baixada nas redes sociais da Feira durante o dia, e Nic Dias participou do show de encerramento.
Texto: Juliana Amaral - Ascom/Secult
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