Servidores da Secretaria Adjunta de Gestão e Regularidade Ambiental e da Diretoria de Gestão dos Núcleos Regionais de Regularidade Ambiental, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), participaram do “III Workshop Abelhas: Muito mais do que mel”, no município de Belterra, no Oeste do Pará, incentivando a construção participativa e avaliando a proposta de normas para licenciamento ambiental da meliponicultura no Estado.
O Workshop, realizado nos dias 12 e 13 de setembro, contou com a presença de 30 representantes da meliponicultora dos municípios de Santarém, Belterra, Terra Santa, Prainha, Monte Alegre, Itaituba, Curuá e Mojuí dos Campos, além de servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater/Santarém), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Federal do Pará (IFPA), Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Ateg/Senar), Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA de Monte Alegre), Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Terra Santa (Semagri) e Prefeitura de Belterra.
A meliponicultura é a criação de abelhas nativas sem ferrão para produção de mel e comercialização de outros produtos da colmeia, como pólen, cera e própolis. A atividade é considerada importante fonte geradora de renda, por meio da produção de alimentos, do turismo sustentável, da bioeconomia e da educação ambiental.
A atividade também contribui para a manutenção da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos, visto que as abelhas nativas são essenciais na polinização, que permite o aumento de frutos e sementes.
Profissionais da Semas durante a construção coletiva das normas de regularização
Ampliação de mercado- Os meliponicultores solicitaram à Semas um modelo simplificado de regularidade ambiental, compatível com a realidade artesanal, para fortalecer a cadeia produtiva do mel com a agregação de valor que a legislação ambiental possibilita. A regularização ambiental da cadeia também visa à ampliação de mercados, com possibilidade de comercializar a produção para outros estados.
De acordo com Angela Souza, da Emater, “a normatização dos procedimentos de regularização ambiental da meliponicultura é importante, pois se não tivermos uma legislação compatível com a realidade para fomentar a legalidade da atividade não se pode aplicar outras políticas públicas a esses produtores que vivem do mel. O próprio fomento da cadeia por meio do financiamento rural é prejudicado, visto que a licença ambiental é um dos requisitos de acesso ao crédito rural”.
Segundo a produtora Adcleia Pires, organizadora do evento, “a necessidade hoje da regularização ambiental é gritante, devido à grande procura dos produtos e das abelhas sem ferrão para polinizar, por exemplo, a produção de açaí. Nesse processo, queremos transportar as colmeias regularizadas no quesito ambiental e sanitário. A regularização ambiental serve para potencializar a restauração florestal e, consequentemente, a bioeconomia, pois impulsiona a agricultura familiar e faz com que essas famílias continuem plantando”, disse a proprietária do Meliponário Eiru Su.
As equipes do Programa Regulariza Pará, coordenado pela Semas, dão apoio técnico para garantir a regularização dos meliponicultores. A Gerência de Fauna, Flora, Aquicultura e Pesca faz o acompanhamento e oferece orientações técnicas, capacitações e participações em reuniões comunitárias para a construção de um ato normativo com os meliponicultores.
Os possíveis critérios do licenciamento na bioeconomia do mel foram debatidos pelos servidores e apresentados aos produtores para estimular a participação e incluir saberes e fazeres das comunidades na construção das normas de regularização.
Redução de conflitos- O modelo de gestão participativa no processo de licenciamento ambiental pretende reduzir conflitos na aplicação prática da norma, escutar os meliponicultores, sensibilizá-los para a regularização e, com suas contribuições, ajustar a proposta normativa para que represente a realidade local. “Para mim, tem uma importância muito grande porque estamos trabalhando em uma atividade importante, mas infelizmente estamos trabalhando na informalidade. É um evento que veio em um momento muito oportuno, e esperamos que haja um mecanismo oficial para a legalização da atividade”, disse João Rocha, um dos pioneiros da meliponicultura em Belterra, atuando há 17 anos.
De acordo com o prefeito de Belterra, Jociclélio Macêdo, “o município tem grande potencial para a atividade, devido à presença de áreas de preservação ambiental, por isso queremos contribuir na construção conjunta da legislação para nosso desenvolvimento. A produção de mel alavanca a economia do município, e a regularização garante a todos o selo de atividade sustentável”, ressaltou.
A regularização da atividade representa reconhecimento e segurança para a meliponicultura. Segundo Thadeu Cantão, biólogo da Semas, “queremos que o licenciamento seja construído por regras consensuais estabelecidas com os meliponicultores. Estamos aprendendo a realidade da atividade com eles. Somente com essa aprendizagem entre conhecimento técnico e saber local poderemos realizar um licenciamento inclusivo, alinhado às demandas do setor, garantindo o desenvolvimento sustentável com controle de qualidade, segurança alimentar e geração de renda aos meliponicultores”.
VIADAGEM DEMAIS Papa Francisco se desculpa por criticar "viadagem" de padres
CASO SAMARCO Mineradoras propõem mais R$ 90 bi para reparar danos
Geral Acumulada novamente, Mega-Sena terá prêmio de R$ 100 milhões
Geral TV 3.0 será viabilizada com união do setor, diz presidente da EBC
MEIO AMBIENTE ... Polícia resgata animais silvestres mantidos como atração em São Caetano de Odivelas
Geral PF desarticula grupo por fraude contra Caixa e prefeitura no Paraná Mín. 19° Máx. 30°
Mín. 21° Máx. 28°
ChuvaMín. 22° Máx. 27°
Chuva