Na última sexta-feira (29), a Secretaria das Mulheres realizou um encontro no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Belém, reunindo especialistas, autoridades e representantes de diversas instituições para discutir a saúde mental das mulheres e a prevenção ao suicídio, como parte das ações do Setembro Amarelo. A iniciativa, desenvolvida pela Diretoria de Políticas para Mulheres da Semu, visou aprofundar o debate da temática um momento em que os números de suicídios estão em ascensão, afetando especialmente as mulheres.
A titular da pasta, Paula Gomes, destacou a importância de abordar essa questão de forma crítica e elaborar políticas públicas eficazes para lidar com o problema. "Hoje nós estamos aqui realizando esse evento em alusão ao Setembro Amarelo, com o objetivo de colaborar na prevenção ao suicídio e fazer uma discussão aprimorada em relação à saúde mental de meninas e mulheres."
A Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra do Tribunal de Justiça do Pará enfatizou que a responsabilidade de prevenir o suicídio não recai apenas sobre os profissionais de saúde, mas sobre toda a sociedade, e reforçou a necessidade de colaboração entre as instituições, incluindo o Ministério Público e a Defensoria Pública, para lidar com a questão de maneira ampla. Nas palavras da desembargadora: "A responsabilidade, na verdade, é de todos, é da sociedade, não é só uma responsabilidade médica, e sim de todos."
Larissa Beltrão, Defensora Pública, compartilhou sua perspectiva sobre o evento: "Entendo que foi um evento de extrema importância, especialmente para nós da Defensoria Pública, que atendemos muitas mulheres em situação de violência doméstica familiar e que passam por múltiplas violências durante toda a sua vida." Ela enfatizou a necessidade de preparar a rede de atendimento para lidar com a complexa interseção entre a violência de gênero e a saúde mental das mulheres.
Diretora de Políticas para Mulheres da Semu e mediadora da mesa, Clarice Leonel apresentou estatísticas alarmantes: "No ano passado, as estatísticas apontam que tivemos um pouco mais de 500 suicídios. A pandemia trouxe um rastro de isolamento social, que levava as pessoas a vários estados de distúrbios comportamentais e dificuldades de relações sociais."
Representando o Conselho Regional de Psicologia (CRP-10), a psicóloga Fernanda Neta destacou a importância de abordar a saúde mental das mulheres sob uma perspectiva de gênero. "É importante a criação de uma Secretaria das Mulheres, porque a gente já identifica que esse grupo historicamente vulnerabilizado precisa de uma atenção especial na sua saúde integral, nas assistências, políticas de habitação, de renda." Ela também enfatizou a necessidade de considerar as experiências únicas das mulheres, que muitas vezes enfrentam violência, relações abusivas e outras formas de discriminação de gênero.
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