Durante 11 meses, Luanhe de Almeida, 17 anos, enfrentou uma batalha pela vida em diversos setores do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), incluindo Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), Politrauma, Clínicas Ortopédicas e Neurocirurgia. Mas o empenho das equipes multiprofissionais resultou em êxito. Na tarde de sexta-feira (20), a paciente teve alta médica e voltou para casa. Ela ainda vai precisar de acompanhamento, mas superou o desafio.
Unidade da rede pública estadual de saúde, o Hospital Metropolitano – localizado no município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém – é referência em atendimento de traumas e a queimados.
Luanhe, ao lado da tia, recebe as orientações do médico antes de voltar ao convício da família
Antes de deixar o Hospital, Luanhe agradeceu aos profissionais a assistência recebida. Diversos profissionais, das áreas assistencial e administrativa, receberam os agradecimentos.
“Pedi esse momento para agradecer aos cuidados recebidos, da portaria às equipes assistenciais, com médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos e todos os outros que sempre estiveram comigo, me dando forças para continuar. Sou muito grata a todos vocês. Antes, muita gente perguntava o que eu queria fazer de profissão, e eu respondia que não sabia. Hoje, tenho certeza que quero seguir na área da saúde, para um dia poder retribuir o que recebi aqui dentro”, disse ela.
Renascimento- Tia e acompanhante da paciente, Silvia Eliane, 42 anos, reforçou que a fé, aliada ao bom tratamento recebido, faz desse retorno para casa um renascimento. “Gratidão a todos. Sempre foi muito difícil estar internada para cuidar de um trauma grave. Ver uma pessoa que você ama sofrendo é extremamente doloroso. Mas é preciso confiar no processo e acreditar nos profissionais. Foi isso que fizemos”, contou Eliane, acrescentando que “chegou o momento que pensamos que ela não suportaria. Isso dava muito medo. Cheguei a clamar que, independente de qualquer coisa, até a amputação, ela permanecesse viva. Hoje ela sai viva, e com as pernas”.
Marcelo Azevedo, diretor Executivo do Hospital Metropolitano, ressaltou que mais esse desfecho positivo é uma vitória da saúde pública do Pará, feita com dedicação e voltada à resolutividade do tratamento do paciente.
“É uma felicidade enorme vivenciar esse momento com a celebração da alta da paciente Luanhe. Todos os profissionais que atuam no Hospital cooperaram para esse desfecho tão esperado. Essa é a comprovação de que estamos no caminho certo, entregando, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dignidade, para que cada paciente lide, da melhor maneira, com os seus diagnósticos”, disse o diretor.
Profissionais de vários setores se reuniram para receber o agradecimento da paciente
Superação- Segundo a coordenadora de Enfermagem, Michelle Kzam, “a paciente Luanhe é um caso de superação. Ela ainda precisará seguir com alguns cuidados em casa até retornar à normalidade plena. No HMUE fizemos tudo o que estava ao alcance para que ela vivenciasse, hoje, esse momento de retorno para a sua casa. No cenário inicial, a amputação era uma possibilidade”.
“O atendimento humanizado é fundamental para resultados como esse. Nosso trabalho diário é para que cada vez mais pacientes tenham a oportunidade de voltar às suas casas bem, e que tenham sempre acesso a atendimentos de saúde pública de alta qualidade”, reiterou a secretária de Estado de Saúde Pública, Ivete Vaz.
Referência- Pertencente à rede de saúde pública do Pará e gerenciado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), o Hospital Metropolitano é referência no tratamento de média e alta complexidade, em traumas e queimados, pelo SUS.
A unidade dispõe de 228 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusiva para pacientes vítimas de queimaduras e leitos de UTI.
O Metropolitano recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, dos demais municípios do Pará e também de outros estados. Em 2022, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.
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