O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), em parceria com a Prefeitura de Belém, realizou nos dias 30 e 31 de outubro (segunda e terça-feira), o curso de Gastronomia Sustentável na Escola de Gastronomia da Universidade do Estado do Pará (Uepa), na Ilha de Mosqueiro (distrito de Belém). O curso faz parte da política de formação da administração municipal para preparação da capital paraense como sede da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 30).
Vinte e um moradores de Mosqueiro participaram do curso, ministrado por sete alunos do curso de Gastronomia do Pará, oferecido pela Uepa.
Curso oferecido pelo Programa Forma Pará já prepara profissionais para a grande demanda da COP 30
Paula Patrícia, uma das participantes, estava em busca de uma oportunidade para se qualificar, e encontrou na iniciativa governamental. “Achei superinteressante o curso por ser em Mosqueiro, já que nós moramos aqui. Às vezes, tem curso em Belém, mas tem a questão do transporte, a distância, a família com filho pequeno. Fica mais difícil”, explicou Paula.
O Programa Forma Pará atua nos 144 municípios do Estado, em parceria com seis instituições de ensino: Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade do Estado do Pará (Uepa), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Instituto Federal do Pará (IFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). O Programa tem por objetivo a universalização do ensino superior no Pará.
Participantes do curso, que ressaltaram a importância de receberem conhecimento no local onde residemDe acordo com Bruna Almeida, coordenadora do curso de Tecnologia em Gastronomia da Uepa em Mosqueiro, a ação envolveu atividades teóricas e práticas acerca de técnicas para uma alimentação mais saudável e sustentável. “O projeto foi uma excelente forma de promover a conscientização sobre o tema para alunos”, informou Bruna, ressaltando que os aprendizados são benéficos para o público, com a gastronomia ligada também à economia. “Por meio do projeto foi possível produzir um e-book educativo gratuito, com receitas práticas, nutritivas e sustentáveis, desenvolvidas com o aproveitamento integral de matérias primas regionais”, informou a coordenadora.
Emprego e renda- Segundo Evandro Neves Júnior, coordenador dos Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), da Sectet, o objetivo da Secretaria com a oferta dos cursos é gerar emprego e renda aos alunos. “Pudemos ouvir dos sete alunos do curso de Gastronomia, que estavam realizando a atividade de extensão, que o curso tem possibilitado um novo horizonte quanto à inserção no mercado de trabalho, assim que concluírem os seus estudos”, disse Evandro Neves Júnior.
Ele contou ainda que a aluna Patrícia Cunha, que já vendia bolos para ajudar no orçamento familiar, tem agora um novo olhar sobre sua produção. “Ela passou a realizar novas receitas. Isso possibilitou um aumento de 100% nas vendas de bolos, assim como passou a ter maior divulgação dos seus serviços nas redes sociais”, completou.
Jackelinne Rodrigues, aluna de Gastronomia da Uepa, acredita que o evento foi importante para agregar conhecimentos sobre a área. “Com o projeto nós, alunos, podemos colocar em prática tudo que nós estudamos no decorrer do curso de graduação em Gastronomia. Podemos expandir nossos conhecimentos com a troca de informações com pessoas que já trabalham com a gastronomia. E colaborar com a comunidade por meio dos nossos conhecimentos adquiridos com os professores”, disse a estudante.
Jhenifer Castro, assessora do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), no Pará, afirmou que o curso promoveu uma experiência completa para a comunidade, ensinando sobre como evitar desperdício de alimentos e valorizar a culinária local, fomentando e preparando para a demanda turística da COP 30. “Esse projeto de extensão permitiu que os alunos de gastronomia compartilhassem com a comunidade local os aprendizados do curso, o que foi muito importante para a própria formação, porque ensinar é a melhor forma de aprender”, enfatizou.
Texto: Lívia Ximenes - Ascom/Sectet
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