Com o objetivo de oferecer cursos voltados a todas as fases de cultivo e aproveitamento do cacau, desde o plantio até a verticalização das amêndoas, e produção de chocolate e derivados, foram criadas as Escolas-indústrias do Chocolate, financiadas com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará (Funcacau), coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap).
“O projeto é realizado em forma de parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com apoio financeiro da Sedap. A iniciativa traz mais renda para os produtores que participam do projeto de criação de estabelecimentos artesanais para a produção de chocolate. Hoje já são 50 estabelecimentos no Estado graças a essas capacitações oferecidas pelas Escolas-indústria”, ressalta Ivaldo Santana, coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau), da Sedap.
O Pará conta com quatro unidades em funcionamento. No oeste paraense, estão instaladas nos municípios de Altamira e Medicilândia, área de vasta produção de cacau; em Castanhal, na Região Metropolitana de Belém, e em Igarapé-Miri, também no nordeste do Estado. Além das fixas, há uma unidade-piloto móvel de processamento de chocolate, em um ônibus adequado para levar tecnologias e processos desenvolvidos com capacidade de difusão para outros municípios produtores no Pará. O município de Tomé-Açu, em breve, sediará a quinta Escola-Indústria do Chocolate do Pará.
Maria Goreti Gomes, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau e coordenadora de projetos especiais do Sistema Faepa/Senar, destaca que o patamar do cacau no Estado do Pará é o primeiro do Brasil e atribiu às escolas a maior visibilidade do produto. “Estamos, cada vez mais, melhorando a qualidade do nosso ensino, porque o Pará hoje se destaca tanto na produção da amêndoa quanto do chocolate. Somos conhecidos tanto no Brasil quanto internacionalmente. As escolas-indústria contribuem para a verticalização dessa cultura extremamente importante para o Estado”, diz.
Instrutora da Escola-indústria de Medicilândia, Sarah Brogni é da primeira turma de chocolate maker do Senar. “Desde o curso, que proporcionou esse aprendizado, a gente segue se aperfeiçoando e evoluindo. Hoje, sou proprietária de uma loja exclusiva da nossa marca em Altamira. O nosso chocolate é premiado no festival de Altamira e no de Belém, tanto na categoria ao leite quanto na categoria intenso. As nossas amêndoas, do sítio Ascurra, já foi considerada a melhor amêndoa do Brasil em 2021, a terceira melhor em 2022. Agora em fevereiro, vamos participar do concurso mundial de melhor amêndoa”, celebra.
O Procacau e o Funcacau têm a finalidade de promover e apoiar, de forma complementar, os programas da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e as ações voltadas ao desenvolvimento sustentado das zonas de produção de cacau do Estado, com foco no aumento da eficiência, sustentabilidade e competitividade da cacauicultura regional.
Com atuação na área há mais de 13 anos, Adailton Silva é, há três anos, instrutor da escola-indústria de Castanhal. “Sou “tree-to-bar”, classificação daqueles chocolates que são feitos desde o cultivo do cacau até a barra. Boa parte dos meus alunos do Senar, hoje, já são produtores de chocolate e têm suas próprias marcas”, pontua.
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