"Turismo,empreendedorismo e bioeconomia" foi o tema de abertura dos painéis técnicos- científicos da 11° edição da Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA), no Hangar, na sexta-feira (16).
A palestrante, Mônica Araújo, pós-doc e professora da UFMA, abordou sobre vivências do turismo Comunitário na Pan - Amazônia, América Central e no Maranhão, no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e desafios do segmento.
A professora define turismo de base comunitária como "o modelo de gestão turística protagonizado pelas comunidades locais que promove a geração de renda, trabalho, a conservação ambiental, a valorização da cultura e do patrimônio local".
O Turismo de Base Comunitária é norteado por 9 princípios, entre eles: conservação da sociobiodiversidade, geração de trabalho e renda às comunidades locais, sentimento de pertencimento e protagonismo comunitário, reconhecimento e valorização da cultura local, fortalecimento da governança comunitária, repartição justa de benefícios, valorização da cooperação e solidariedade, hospitalidade comunitária e promoção do bem-estar social.
O projeto "reconquistando meus valores e costumes" uma experiência de turismo de base comunitária apresentado pelo articulador institucional, Francisco Peba. Destinado às populações riberinhas tradicionais, o projeto visa contribuir para a conservação socioambiental da região do baixo Rio Negro ( AM) por meio da geopolítica do ordenamento territorial e visibilidade da integração homem natureza.
Neida Pereira, presidente Associação do Artesanato Trançado do Arapiuns, apresentou o exemplo de turismo de base comunitária na comunidade de Coroca, no Rio Arapiuns, em Santarém, que trabalha com o fortalecimento da cadeia da bioeconomia na linha do artesanato da palha do tucumã. A mediação do painel foi da turismóloga, Márcia Barros, doutoranda em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia pela UFPA.
O 2° painel de hoje teve como tema "Turismo Criativo". O palestrante Raimundo Magno, falou sobre a comunidade quilombola África Larinjituba, a infraestrutura da comunidade, o início das atividades como turismo de base comunitária e como a produção de panelas de barro tornou-se uma experiência turística.
Karina Zappata, Co-fundadora da Rede Nacional de Turismo Criativo – RECRIA em Recife, abordou sobre a construção e implementação do plano de turismo e do turismo criativo em Recife, além da sensibilização sobre o tema nas escolas. " O Turismo Criativo é uma relação humana. É importante ampliar o olhar das experiências e do desenvolvimento territorial", disse. A palestrante também enfatizou sobre a importância de estruturar rotas e roteiros locais e ainda a criação do Fórum de Turismo Criativo.
A engenheira florestal Hortência Osaqui trouxe a experiência da Fazenda Bacuri, uma agroempresa familiar, que tem como produto principal o “Bacuri”, além de uma linha de produtos de alimentos e bebidas como geleias, licores e frutas secas, oriundas de um sistemas de manejo agroflorestal orgânico certificado implantado na década de 70 e continua sendo executado até os dias de hoje. Além dessa atividade, é desenvolvida um roteiro de turismo rural denominado Rota Amazônia Atlântica.
Texto: Sâmia Maffra - Ascom Setur
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