Já foi comprovado e evidenciado em estudos que a música ativa diversas regiões do cérebro e isso faz com que ela possa ser utilizada de forma terapêutica. Por este motivo, o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), no distrito de Icoaraci, em Belém, e o Hospital Regional do Baixo Amazonas, apostam na musicoterapia para auxiliar na melhora de seus pacientes.
No Abelardo, desenvolvida pelos setores de terapia ocupacional e fonoaudiologia, a iniciativa alcançou pacientes, visitantes e colaboradores.A terapeuta ocupacional do HRAS, Danielle Ferreira, explica que o paciente assistido em uma UTI perde seu contato direto com familiares e pessoas próximas, e é destituído, mesmo que temporariamente, da sociedade, de suas atividades cotidianas. “Ações como essa de musicoterapia, favorecem que o paciente resgate atividades significativas. A música tem o poder de promover relaxamento, acolhimento, conforto aliviando o estresse da hospitalização. Estamos planejando que ações como essa aconteçam pelo menos uma vez ao mês ”, adiantou.
A fonoaudióloga do HRAS, Jaqueline Monteiro, destaca que na terapia fonoaudiológica, a música pode ser utilizada para melhorar a articulação, a entonação e a prosódia, auxiliando na reabilitação da fala e da comunicação.
“Essa associação entre música e lembranças emocionais é explorada na fonoaudiologia para ajudar pacientes com dificuldades de memória ou comunicação. Através da música, é possível estimular a recuperação de memórias e promover a comunicação, desencadeando emoções que facilitam a expressão”, frisou.
Experiência- Ao visitar a mãe na UTI, Elza Macedo, se deparou com os louvores cantados pelo músico voluntário Adson Baía e não poupou elogios a programação. Elas são do município de Marabá, no sudeste paraense, e estão na capital paraense há cinco dias. “Ela precisou ficar na UTI por causa de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Achei a ação tão maravilhosa, trouxe paz e alegria para o ambiente”, afirmou.
Referência- A diretora assistencial, Renata Oliveira, destaca a importância da unidade para a população paraense, que dispõe de 340 leitos, entre clínicos, cirúrgicos, de Unidades de Cuidados Intermediários – UCIs e Unidades de Terapia Intensiva – UTIs com perfil de atendimento Neonatal, Pediátrico e Adulto.
“Recebemos pacientes via regulação e eles chegam aqui para receber um atendimento assertivo, rápido e seguro para voltar junto às suas famílias, porém, aliado a isso, também nos preocupamos com o cuidado humanizado. Temos nos empenhado em tornar a experiência de nossos usuários sempre bastante positiva, contribuindo para um período de hospitalizando mais agradável”, ponderou.
O HRAS é uma unidade pública, administrada pelo Instituto Mais Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Além disso, é referência em especialidades como: vascular, ginecologia, nefrologia, neurocirurgia, cirurgia torácica, mastologia, clínica médica, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, obstetrícia e pediatria.
Regional de Santarém também leva música para pacientes internados como forma de humanização
“Mesmo passando por várias dificuldades na minha vida, a música me traz sempre alegria. Não só para mim, mas para as outras crianças em tratamento. A música alegra o nosso coração”. As palavras da Élida Sousa, 15 anos, mostram a força e a importância da música para ela. Paciente do Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, no oeste do Pará, a adolescente mora na unidade desde os seis meses de vida, em tratamento de uma neuropatia congênita.
Nos últimos dias, a Élida ganhou uma manhã especial, através do Projeto “Cantando o Amor”, uma iniciativa que envolve colaboradores e usuários da unidade e utiliza a música como ferramenta de humanização.
A enfermeira da Agência Transfusional da unidade, Paula Maia, foi a responsável por levar esse momento de alegria e descontração para a paciente. Além do trabalho no hospital, ela canta e toca em festas e eventos e decidiu emprestar seu talento musical para deixar o dia da Élida um pouco mais feliz.
“Eu faço parte do projeto e nós temos essas ações, geralmente em datas comemorativas, então consigo unir as duas funções aqui. A música dá uma sensação de bem-estar, tanto para quem ouve quanto para quem toca. Para um paciente hospitalizado, principalmente por muito tempo, é importante ter a música entre as distrações porque ela traz o conforto, a calmaria. Ela diverte os pacientes. Esse contato do músico com o paciente é muito importante”, afirmou.
O objetivo do "Cantando o Amor" é proporcionar momentos para que os pacientes, acompanhantes e até mesmo profissionais da unidade se distanciem de questões de saúde física e cuidem também do espírito, por meio de músicas com mensagens de fé e amor.
Texto: Ascom HRAS e Ascom HRBA
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