Desde 2004, Valter Feitosa, 55 anos, convive com a Síndrome de Guillain-Barré, doença em que o sistema imunológico ataca os nervos, e pode ser desencadeada por uma infecção bacteriana ou viral aguda. Os sintomas começam com fraqueza e formigamento nos pés e nas pernas, que se espalham para a parte superior do corpo.
Para minimizar os sintomas e evitar o progresso da síndrome, o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, por intermédio do Centro Especializado em Reabilitação (CER IV,) oferece a gameterapia, uma atividade terapêutica que conta com o auxílio do videogame, e por meio de sensores estimula o paciente a readquirir força, equilíbrio e reflexo, aprimorando a parte cardiorrespiratória e o controle do tronco.

De acordo com o fisioterapeuta do Centro de Reabilitação, Gladson Aires, um dos suportes para controlar a doença é a fisioterapia, necessária durante a reabilitação. “A gameterapia condiciona o usuário a melhorar a coordenação motora, fortalecendo musculatura, pontos em que o Valter perdeu quando foi diagnosticado com a síndrome”, explica o profissional, ressaltando que geralmente, durante as terapias, a pessoa atinge a recuperação.

Segundo o profissional, mesmo contribuindo para a recuperação, o paciente, “no início, foi até resistente, dizendo que ficar sentado jogando videogame seria monótono. Mas quando foi apresentada a dinâmica do jogo e seus movimentos, el aderiu. Hoje, o Valter acha a melhor terapia do CIIR dentro de seu plano de reabilitação”.
Volta à rotina- O paciente diz que a prática da gameterapia é prazerosa. “A terapia vem me ajudando muito. Meu déficit maior ainda é o equilíbrio, e na game trabalho bastante essa dificuldade. Com a prática, percebo que, aos poucos, estou chegando ao objetivo, e assim consigo realizar gradativamente minhas atividades diárias, como ir ao supermercado e à feira. Antes, o equilíbrio corporal era bem fraco”, conta.
Valter Feitosa completou a terceira sessão na gameterapia destacando outros pontos positivos em seu desenvolvimento clínico, como a coordenação motora. “Pegar objetos era outra dificuldade, porque com a síndrome adquiri uma lesão muito forte no punho. Para fortalecer, eu adoro jogar tênis. O jogo garante essa retomada gradativa. É um benefício muito grande para a minha reabilitação”, garante.
Movimentação- O CER IV oferece três jogos que movimentam bastante o corpo: tênis, beisebol e boliche. Durante as dinâmicas, os usuários atuam como se estivessem dentro da tela da televisão. No entanto, para estar apto à prática, antes é realizada uma análise multiprofissional, envolvendo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos, para avaliar o quadro clínico do paciente, e assim liberar a prática da atividade.
O CIIR é referência no Pará na assistência de média e alta complexidade às Pessoas com Deficiência (PcDs) visual, física, auditiva e intelectual. Os usuários podem ter acesso aos serviços do Centro por meio de encaminhamento das unidades de Saúde, acolhidos pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminha à Regulação Estadual. O pedido será analisado conforme o perfil do usuário pelo Sistema de Regulação (Sisreg).
Serviço: O CIIR é um órgão do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Centro funciona na Rodovia Arthur Bernardes, n° 1000, em Belém. Mais informações: (91) 4042-2157/58/59.
Texto: Pallmer Barros – Ascom/CIIR
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